Um motorista atropelou e matou uma cadela que estava prenha, em Lambari (MG), no último domingo (18). As imagens foram registradas por uma câmera de segurança. Após o fato, o condutor do veículo fugiu do local sem prestar socorro ao animal. Ativistas pedem para que o caso seja apurado pela polícia.
A cadela morreu, porém, os quatro filhotes que ela carregava e que estavam prestes a nascer, sobreviveram.
A protetora voluntária, Luciane Bacha comenta com tristeza o ocorrido. “Eu nunca vi nada tão brutal como aconteceu agora domingo em Lambari, onde uma cadela foi arrastada com seus filhotes e os filhotes estavam prestes a nascer e eles foram arremessados, arrancados brutalmente de seu ventre. O que a gente está querendo é que o crime seja investigado, seja apurado”, enfatiza.
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Após a morte da cadela, os ativistas estão realizando uma campanha para que os filhotes que sobreviveram possam ser adotados de forma responsável. “A gente gostaria muito que esses bebês fossem muito bem encaminhados, por isso a gente está pedindo ajuda de toda comunidade, de todos que gostam, de todos que apreciam o trabalho da proteção animal, para nos ajudar”, ressalta Luciane.
De acordo com a Polícia Civil, não houve nenhum registro de boletim de ocorrência sobre o caso. Os policiais orientam ainda aos representantes da ONG que possam comparecer à delegacia para fazer o registro oficial, o que ajudaria na investigação.
Segundo a Lei º 9605/1998, que trata dos crimes ambientais, em seu art. 32, é crime “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, que incorre em pena de detenção, de três meses a um ano, e multa. A legislação acrescenta ainda que, quando se tratar de cão ou gato, a pena será de reclusão, de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda. Além disso, a pena é aumentada de 1/6 a 1/3, se o animal vier a morrer.