Em Campos Gerais (MG), alguns bairros seguem sendo afetados pelos estragos de um forte temporal ocorrido no início do mês de novembro, que deixou casas destelhadas e sem energia elétrica.
Por conta da forte chuva de pedra, em 8 de novembro, pelo menos 230 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. Em algumas ruas, as residências continuam sem energia elétrica e sem telhas.
Segundo informações, mil casas foram danificadas pelas pedras de gelo, praticamente todas as escolas sofreram algum prejuízo e o único hospital da cidade teve seu telhado comprometido pela chuva.
Após quase dois meses, os moradores ainda buscam recuperar as casas dos impactos causados pela chuva, como é o caso da dona de casa Laís Vicente. “Agora estou aí sem telhas, minhas duas crianças pequenas, uma de seis meses e outra de um ano e oito meses, estão aqui na minha casa e está goterando”, conta.
O mesmo problema se repete com o trabalhador rural Gilmar Lourenço Barbosa, que chama atenção para o forte calor na residência devido a ausência de telhas. “Não tem condições de fazer nada, é muito calor. É intenso o calor, meus filhos sofrem muito a noite. Precisava das telhas e até hoje, prometeram as telhas, e não vieram. Trouxeram umas telhas velhas, mas não serviu nenhuma”, ressalta.
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De acordo com o prefeito Miro Lúcio Pereira (PSDB), o município está aguardando a chegada de verba viabilizada pelo decreto de emergências para ajudar nas reformas das casas.
Além das residências sem energia elétrica, a iluminação pública também ficou comprometida. Mais de três mil lâmpadas foram queimadas.
O prefeito afirma que a responsabilidade é da concessionária de energia elétrica. “Essa taxa quem cobra é a Cemig, nós não conseguimos tirar essa taxa. Essa taxa não é só para colocar lâmpada, é para pagar as contas de energia da cidade e outras coisas”, destaca.
Entretanto, de acordo com a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), conforme a legislação federal, a propriedade do sistema de iluminação pública foi transferida, a partir do ano de 2015, para as prefeituras municipais, que são responsáveis pela substituição das lâmpadas, luminárias e demais equipamentos e materiais que compõem o conjunto de iluminação pública, incluindo a instalação de novos pontos.
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