- Publicidade -

Comissão dá parecer inicial contra inclusão de técnica de ‘pulmão artificial’ e remédio contra a Covid no SUS

compartilhar

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Análise preliminar da Conitec, comissão que atua como órgão consultivo do Ministério da Saúde, deu parecer desfavorável à incorporação pela rede pública de um novo tratamento para pacientes de Covid e de um aparelho que atua como pulmão artificial e pode ser utilizado em alguns casos graves da doença.

O medicamento Regn-Cov-2 foi aprovado para uso emergencial em abril pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Já o ECMO (oxigenação por membrana extracorporal) ficou conhecido após ter sido usado pelo ator Paulo Gustavo.

- Publicidade -
- Publicidade -

O motivo, segundo a comissão, está na baixa oferta de dados que apontem benefícios após revisão de estudos (no caso do Regn-Cov-2) e dificuldade de implementação devido à falta de centros especializados (no caso do ECMO).

Agora, a previsão é que as propostas sigam em consulta pública por dez dias. Após esse período, a comissão, formada por membros do ministério e de outros órgãos, deve emitir um parecer final, que será encaminhado à Saúde.

O ECMO funciona como uma espécie de pulmão artificial com uso de máquina que oxigena o sangue fora do corpo, substituindo temporariamente o órgão comprometido de maneira severa. Não se trata de um tratamento específico para a Covid, mas de uma tecnologia que pode ser usada também nesses casos.

Documento da comissão lembra que o ECMO é indicado a pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente de infecções virais, mas que sejam refratários ao uso de ventilação mecânica invasiva, técnica que costuma ser usada em UTIs.

- Publicidade -
- Publicidade -

Segundo relatório da Conitec, a estimativa é que 1% a 1,2% dos pacientes com ventilação mecânica precisem de ECMO, com custo estimado de R$ 15 milhões por ano ao SUS (a conta foi feita considerando o contexto de uso na pandemia).

A utilização, porém, é recomendada apenas em centros especializados e com equipes treinadas, o que colaborou para o parecer inicial pela não incorporação da técnica.

- Publicidade -

Em análise preliminar, membros da comissão avaliaram que, apesar dos benefícios do tratamento, “há uma grande dificuldade de ampliação e cobertura de tratamento para todos os pacientes que porventura iriam necessitar da terapia”.

Exemplo disso é que, de 30 equipes e centros no país que oferecem o ECMO, apenas 9 já estão no SUS, a maioria no Sudeste. Destes, só dois têm mais de 30 experiências anteriores.

“Assim, haveria uma iniquidade no atendimento à população em tratamento no SUS devido à concentração de equipe especializada em uma região e dificuldades de transferência destes pacientes para esses grandes centros”, diz o grupo, que aponta ainda a dificuldade de expandir locais na pandemia e a impossibilidade de oferta em hospitais de campanha.

- Publicidade -

“Para certificação, cada centro precisa ter realizado pelo menos cinco procedimentos supervisionados para se qualificar, portanto, inviável a criação de novos centros no contexto atual. E por fim, apenas uma pequena parcela da população necessitaria do procedimento”, diz.

Desde a última semana, a Conitec avalia possíveis tratamentos e protocolos contra a Covid, como uma diretriz voltada a pacientes hospitalizados e com diagnóstico da doença.

Conforme o jornal Folha de S.Paulo publicou, parecer que foi encaminhado ao grupo não recomenda o uso de cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, entre outros, a pacientes internados, ao mesmo tempo em que indica corticoesteroides e anticoagulantes em alguns casos específicos.

O ministério pediu à Conitec uma análise do Regn-cov-2, medicamento composto pela associação dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe e desenvolvido pela Roche, após sua aprovação pela Anvisa.

O tratamento é indicado pacientes com Covid com casos leves ou moderados, mas que apresentem alto risco de complicações. Entram nessa lista pacientes com idade avançada, imunodepressão, obesidade e doenças cardiovasculares.

O Regn-Cov-2 não é indicado a pacientes hospitalizados –o que fez com que o medicamento tivesse parecer desfavorável à inclusão na diretriz para internação.

A avaliação é que, apesar de ter um provável efeito de redução de internação e mortes, não há dados de segurança e eficácia em pessoas vacinadas e há “barreiras logísticas” para aplicação do medicamento no tempo indicado.

Além disso, a comissão também considerou que a existência de dados de estudos ainda parciais dificulta a análise sobre a extensão dos benefícios.

“A evidência apresentou incertezas importantes quanto a eficácia e segurança da tecnologia e, além disso, foi identificada dificuldade em captar a população indicada para seu uso, uma vez que o tempo recomendado para início do tratamento seria menor que o alcançado na prática clínica, dificultando aplicação no melhor momento do cuidado e resultando em riscos à saúde do indivíduo”, aponta relatório.

Em comunicado divulgado sobre o parecer da Conitec, a Roche, responsável pelo tratamento, afirma que “reconhece os desafios relacionados à gestão sustentável dos recursos frente à complexidade da pandemia, contudo discorda da decisão do órgão”.

A empresa diz que o tratamento, formado por um coquetel de anticorpos de administração intravenosa, tem “perfil de segurança e eficácia comprovados”.

“Os dados submetidos à avaliação da Conitec são os mesmos que subsidiaram a aprovação de Regn-Cov-2 nos nove países em que o produto está aprovado e que também foram apresentados para a autorização de uso emergencial pela Anvisa”, afirma a empresa, que aponta que o estudo reduziu o risco de hospitalização ou morte em 70% em comparação ao placebo.

“Ainda que existam desafios atrelados à infusão do medicamento na janela terapêutica prevista, a empresa compreende que existem soluções possíveis que viabilizem o tratamento”, aponta.

Ao aprovar o uso emergencial do medicamento, a Anvisa já havia informado que o parecer sobre a inclusão no SUS caberia ao Ministério da Saúde.

Até o momento, três medicamentos já tiveram uso emergencial ou registro aprovado pela agência para uso contra a Covid. Além do Regn-Cov-2, a agência deu aval ao Remdesivir, que também é alvo de análise da Conitec na diretriz de pacientes hospitalizados.

Relatório inicial sugeriu que ele não seja usado, parecer que entra como um patamar mais baixo em relação à recomendação. O documento aponta que “algum benefício marginal” pode ser obtido com o uso de Remdesivir, “contudo seu alto custo, baixa experiência de uso e incertezas em relação à efetividade não justificam seu uso de rotina”.

Já o coquetel de anticorpos contra a Covid formado pela associação de banlanivimabe e etesevimabe e desenvolvido pela empresa Eli Lilly, ainda não foi enviado para análise da Conitec.

- Publicidade -
Mídias Digitais
Mídias Digitaishttps://www.acidadeon.com/
A nossa equipe de mídias digitais leva aos usuários uma gama de perspectivas, experiências e habilidades únicas para criar conteúdo impactante., com criatividade, empatia e um compromisso com a ética e credibilidade.

Leia mais

ONE PIECE: PIRATE WARRIORS 4 ganha três personagens

Nova expansão traz conteúdos inéditos ao título de ação inspirado no universo do famoso anime; confira todas as novidades

Final Fantasy VII Remake Intergrade já está disponível

Série Final Fantasy VII Remake se expande para novas plataformas enquanto o desenvolvimento continua na emocionante conclusão da trilogia

Finais do Ragnarök Online Stars LATAM 2025 acontecem em 24 de janeiro

As partidas decisivas serão disputadas em formato eliminatório e time campeão levará US$ 10 mil

- Publicidade -

- Publicidade -