Em junho, professores da rede pública do Distrito Federal entraram em greve para pressionar o governo por melhorias nas condições de trabalho, nomeações de concursados e reajuste salarial. A paralisação, que se estendeu por quase um mês, impactou 249 escolas da região.
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A greve dos professores da rede pública do Distrito Federal terminou nesta quarta-feira (25), após decisão em assembleia da categoria. As aulas serão retomadas na quinta-feira (26). O movimento, que durou quase um mês, pressionou o GDF (Governo do Distrito Federal) por nomeações de concursados e valorização profissional.
O governo local se comprometeu a nomear, até dezembro, mais de 3 mil aprovados no concurso da SEEDF (Secretaria de Educação do DF). Atualmente, a rede pública conta com cerca de 9 mil efetivos e 5 mil professores temporários.
Entre as medidas anunciadas, está o reajuste nos valores pagos por titulação, com os novos percentuais válidos a partir de janeiro de 2026:
- 10% para especialização
- 20% para mestrado
- 30% para doutorado
Além disso, o Executivo garantiu que os dias parados não serão descontados, decisão celebrada pela categoria, já que o governador Ibaneis Rocha (MDB) havia sinalizado o contrário semanas antes.
Os professores protestaram contra a direção do Sinpro-Df (Sindicato dos Professores) e disseram que os diretores não deram a devida importância para a categoria. “Vergonha! Vergonha! Sinpro sem vergonha!”, disseram.
Os manifestantes se exaltaram após a votação que decidiu o fim da greve, quando parte dos professores se manifestou a favor da continuidade do movimento. A Polícia Militar foi acionada para conter a tensão e registrou empurrões e discussões.
Pais de alunos demonstraram preocupação com o período sem aulas. Segundo o GDF, o calendário escolar será ajustado para permitir a reposição neste semestre e na primeira semana de agosto.
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