Em Guaxupé, no Sul de Minas, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou nesse domingo (11) que o resultado do exame de um paciente isolado por suspeita de mpox (varíola dos macacos/monkeypox) deu negativo. Esse é o sétimo caso suspeito da doença em Guaxupé. Todos os casos suspeitos tiveram resultado negativo e foram descartados pela Funed (Fundação Ezequiel Dias) em Belo Horizonte (MG).
A última suspeita havia sido registrada na segunda-feira (5) com um paciente do sexo masculino de 22 anos. O paciente e seus familiares estavam em isolamento até o resultado negativo.
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Em 20 de setembro deste ano, a Prefeitura de Guaxupé havia informado, em nota oficial, o sexto caso de suspeita de varíola dos macacos (monkeypox). Na época, a Secretaria de Saúde do município já havia descartado outras cinco suspeitas da doença.
MPOX EM MINAS GERAIS
Segundo o Boletim Epidemiológico da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) divulgado nessa segunda-feira (12), foram registrados, até o momento, 596 casos de mpox confirmados por exames laboratoriais. Ainda, outros 2.107 casos foram descartados e há 125 casos suspeitos.
O terceiro óbito pela doença em Minas Gerais ocorreu em 22 de outubro. Trata-se de um homem com 33 anos, residente em Divinópolis (MG), e com comorbidade. A segunda morte foi em 9 de outubro, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O paciente era um rapaz de 21 anos também com comorbidade. O primeiro óbito registrado no Estado foi confirmado em 28 de julho com um homem de 41 anos, residente em Belo Horizonte (MG).
Desde o primeiro caso confirmado de mpox, em junho de 2022, o Brasil já registra 10 mil infecções. Até o momento, 13 pessoas morreram por mpox no país. Foram registrados óbitos no Maranhão (1), Mato Grosso (1), São Paulo (3), Minas Gerais (3) e Rio de Janeiro (5).
MPOX
Em 28 de novembro deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou comunicado recomendando a adoção do nome “mpox” em substituição a “varíola dos macacos”. De acordo com a OMS, a mudança é importante para evitar o uso de linguagem racista e estigmatizante. O objetivo da organização é que, em dois anos, a nomenclatura “varíola dos macacos” seja abandonada.
Ainda, segundo a nota, algumas comunidades têm reclamado que o nome da doença é depreciativo e racista. “Em vários encontros, públicos e privados, um número de indivíduos e países aumentaram suas preocupações e pediram à OMS para propor uma maneira de mudar o nome”, disse a entidade.
Segundo a organização, a nomenclatura mpox foi escolhida pela facilidade de ser usada em vários idiomas. “A OMS adotará o termo mpox em suas comunicações e vai encorajar outros a seguirem essas recomendações, para minimizar os atuais impactos negativos do atual nome e para adoção da nova nomenclatura”, disse.
“Varíola dos macacos” foi designado como nome da doença depois que o vírus foi descoberto, em 1970, em macacos. Eles não transmitem a doença. Entre os sintomas estão: erupção cutânea ou lesões espalhadas pela pele, adenomegalia/linfonodos inchados (ínguas), dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.
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