O super telescópio espacial James Webb surpreendeu a todos ao capturar uma imagem de uma estrela jovem, equivalente ao que seria o nosso Sol, quando o astro era apenas uma “criança”, expelindo em direções opostas dois jatos de matéria. O registro é considerado inédito, porque a resolução é de cerca de 5 a 10 vezes maior do que qualquer imagem anterior da estrela batizada como HH 211.
É possível saber que o astro é novo, porque os jatos, também chamados de bipolares, são fenômenos observados ao redor de estrelas novas ou de núcleos de galáxias. As bifurcações são feitas de um material ejetado em uma velocidade muito alta, o que forma sua estrutura alongada.
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Além disso, segundo os astrônomos, o HH 211 pode ser considerado o equivalente do Sol quando era “criança” por causa de sua idade, que é de apenas algumas dezenas de milhares de anos, e uma massa que é apenas 8% do que o nosso astro tem hoje.
“Esses jatos de matéria conseguem atingir centenas de milhares de anos de distância. E não sabe se exatamente como eles são formados, mas há muitas evidências de que os campos magnéticos têm um papel muito importante nessa formação desses jatos. Vemos jatos em protoestrelas, em estrelas de nêutron, e em buracos negros”, explicou a astrofísica Roberta Duarte ao g1.
De acordo com a NASA, as estruturas que saem do HH 211 atingem uma velocidade que vai de 80 e 100 quilômetros por segundo. Para a agência aeroespacial, o registro do astro é uma ótima oportunidade de estudar os fluxos de estrelas recém-nascidas.
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