Um jovem de 20 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (28) em Itajubá, Sul de Minas, por aplicar golpes contra idosos. O suspeito teria vindo de São Paulo (SP) para cometer estelionato na cidade. Com ele foram apreendidas máquinas de cartões de crédito, dois cartões de banco de uma vítima e dinheiro.
De acordo com os policiais, após investigação, o homem foi abordado no bairro Morro Chic, próximo a rodoviária municipal. Além das máquinas e dos cartões, foram apreendidos R$420 e uma pequena quantidade de maconha. Os cartões que estavam com ele, pertencem a um idoso de 60 anos. O jovem confessou aos investigadores que veio ao município para aplicar os golpes.
Ainda segundo a Polícia Civil, os casos de pessoas que vêm de outros estados para cometer estelionato tem aumentado no município. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado ao Sistema Prisional.
Itajubá já registrou mais de 500 crimes de estelionato em 2022
Os crimes de estelionato são os mais frequentes em Itajubá e em 2022 já foram registradas mais de 500 ocorrências. São aplicados, em média, 80 golpes mensalmente na cidade, segundo o delegado da Polícia Civil, Dr. Kalil Ribeiro.
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Com a tecnologia e a pandemia de covid-19, esse tipo de crime tem aumentado na cidade. Em 2021 foram 562 ocorrências e em 2020 658, um número alto comparado a 2019 que teve 254 casos e 2018 que registrou 168 crimes dessa natureza.
De acordo com o delegado, os idosos são 80% dos que mais caem nesse tipo de crime e o do motoboy é um dos mais frequentes e voltou a ser registrado em Itajubá. Nele, a quadrilha se passa por uma instituição bancária com o objetivo de recolher cartões de banco das vítimas alegando que os dispositivos foram clonados. Por telefone, avisam que um mototaxista irá buscar e destruir e cartão, porém, o chip não é quebrado e os criminosos sacam dinheiro e fazem compras em nome da pessoa.
Outro crime comum é o do namorado segundo kalil “um rapaz se identifica como pretenso namorado, que mora no exterior, que precisa de dinheiro para mandar e presentear ela. Nisso, a pessoa vai depositando dinheiro. Até a pessoa se tocar, perde milhares de reais”, explica.
Kalil orientou que os bancos não costumam ligar desta forma para os clientes e que em alguma situação suspeita, a polícia deve ser acionada.
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