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Laudo aponta morte de milhões de abelhas por envenenamento em São Sebastião do Paraíso

Cerca de cinco agrotóxicos foram os responsáveis pelas mortes que afetaram pelo menos 10 apicultores da cidade

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Desde setembro de 2022 milhares de abelhas estão morrendo em São Sebastião do Paraíso. Um laudo técnico apontou que as abelhas morreram de envenenamento por agrotóxicos. Pelo menos 10 apicultores enfrentam o problema.

Apenas em uma propriedade foi um grande prejuízo, mais de 850 mil abelhas foram encontradas mortas. “É um prejuízo grande, porque você vem montar desde caixa, até você por melgueira, até que você põe cera e vai levantando o exame, e tem alimentação também, você tem um gasto enorme sobre esses enxames, a gente fica meio constrangido às vezes e pensa em até abandonar a profissão”, disse o apicultor Valdivino Augusto Alvim.

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Para evitar prejuízos ainda maiores, o produtor procurou um laboratório no interior de São Paulo. Os insetos foram examinados. O resultado do mostrou que as abelhas morreram envenenadas por conta do alto índice de agrotóxicos.

Cerca de cinco agrotóxicos foram encontrados em grande quantidade nas abelhas como Glifosato, Clorpirifós, Permetrina, Propanil e Trifluralina, agrotóxicos utilizados para controle de pragas. De acordo com o doutor em Ecologia, Hipólito Ferreira Paulino Neto, alguns desses inseticidas já foram proibidos em outros países, entretanto ainda são usados no Brasil. 

 

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“Se a toxicidade é alta e está sendo alta no Brasil, é bem comum isso, especialmente agora que teve uma liberação de quase 1,6 mil agrotóxicos que são banidos na União Europeia, nos Estados Unidos e aqui no Brasil é utilizado e até muito comercializado, elas intoxicam, começam a morrer e afetam todo um sistema, que é de comportamento das abelhas, por exemplo, o comportamento higiênico, de limpeza da colônia, de tirar pragas que afetam a colônia internamente ou de detectar abelhas doentes para não espalharem para a colônia inteira, afetam o comportamento defensivo daquela colmeia, ela fica vulnerável, o mel e o pólen, estão contaminados”, explica o especialista.

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O professor diz ainda que as abelhas garantem a reprodução das plantas, por conta da polinização. Situações como essas, como a morte desses insetos são prejudiciais à humanidade. “As abelhas correspondem a 75% da polinização e da produção dos alimentos que o ser humano utiliza para viver. É muito surreal, o homo sapiens, a nossa espécies chama homo sapiens e sapiens, de sabedoria, a gente está agindo de forma totalmente ao contrário disso, não sabia e matando os polinizadores, matando quem produz a comida pra gente”, completou. 

 

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