Ronnie Lessa é um ex-policial militar do Rio de Janeira que está preventivamente preso desde março de 2019, por se tratar de um dos principais suspeitos de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. Nesta segunda-feira (24), Élcio Queiroz confirmou em delação premiada que conduziu o carro em que Lessa estava na noite do crime e que o comparsa foi responsável pelos disparos.
Élcio de Queiroz, que também é ex-policial militar, apontou Lessa como chefe de milícia na zona oeste carioca. Além disso, a ficha criminal de Ronnie inclui investigações do Ministério Público por suspeitas de ligação com o jogo do bicho.
Ao sair do batalhão, Lessa chegou a sofrer um atentado a bomba, que o levou a perder uma das pernas. O crime teria sido um acerto de contas entre os bicheiros, mas, de acordo com a Polícia Civil, está arquivado desde 2013.
LEIA TAMBÉM
Quem é Élcio Queiroz? Conheça delator do caso Marielle Franco
Caso Marielle: Élcio Queiroz afirma em delação premiada que Ronnie Lessa matou Marielle
Quatro meses após a morte de Marielle Franco, uma equipe da Polícia Militar apreendeu mais de 80 máquinas caça-níquel em um restaurante localizado na Barra de Tijuca, que servia de fachada para um bingo clandestino.
De acordo com as investigações, o ex-sargento também atuava em negócios de distribuição de galões de água. Na época em que foi preso, Lessa planejava expandir seus negócios de distribuição de água para regiões do Rio dominadas por traficantes de drogas.
PATRIMÔNIO
Quando teve sua prisão preventiva decretada, Ronnie ostentava um padrão de vida que estava acima de seus rendimentos como sargento da reserva. Oficialmente, ele recebia R$ 7 mil, mas tinha uma lancha no valor de R$ 100 mil, que usava em um condomínio de luxo em Angra dos Reis.
Além disso, o ex-policial militar, vivia em um condomínio na Barra da Tijuca, onde as casas são avaliadas em cerca de R$ 3 milhões. O ex-presidente Jair Bolsonaro tem uma residência no mesmo condomínio.
LEIA MAIS
Justiça decreta prisão de ex-bombeiro acusado de participar da morte de Marielle Franco