Os caçadores de furacões, como são popularmente conhecidos os pilotos da NOAA (Associação Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos, voaram no interior do furacão Milton, que chegou à Flórida nesta quinta-feira (10).
As informações são do NHC (Centro Nacional de Furacões). Nessa mais recente missão, os tripulantes enfrentaram ventos que chegaram a 281 km/h, uma diferença de apenas 19 km/h do furacão mais intenso já registrado no mundo. Afinal, o que eles fazem?
O que fazem os caçadores de furacões?
Os caçadores de furacões são pilotos e pesquisadores da NOAA responsáveis por coletar dados que auxiliem em previsões meteorológicas mais precisas e no estudo dos processos de tempestades como essa, melhorando os modelos.
Os profissionais a bordo usam aparelhos que mandam informações frequentes de pressão, umidade, temperatura, direção e velocidade do vento. Dessa forma, vê-se com detalhes a estrutura e intensidade da tempestade.
As aeronaves utilizadas nesse processo são modeladas para resistir às condições adversas impostas por furacões. Há duas principais:
- P-3 Orion – usada para voar no interior do furacão
- Jato G-IV – usada para voar na parte superior e arredores do furacão
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Qual a diferença dos aviões convencionais para os dos caçadores?
As aeronaves do órgão são projetadas com modificações que as tornam mais capazes de carregar equipamentos pesados e com maior potência e estabilidade durante as missões. Com isso, é possível usar aparelhos que ajudem no monitoramento e adentrar espaços com ventos acima dos 250 km/h sem correr riscos.
Reforçando o caráter seguro desses aviões, são empregados radares na estrutura que permitem uma visibilidade tridimensional da tempestade, com imagens escaneadas em tempo real do furacão. A partir desses dados, a tripulação pode evitar as áreas mais perigosas e manter a coleta das informações.
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