Nesta quarta-feira (17), a Fifa anunciou a abertura de uma investigação sobre o canto racista dos jogadores da seleção argentina. Os atletas cantaram a música contra a seleção francesa enquanto comemoravam a conquista do título na Copa América. O momento foi registrado após o volante Enzo Fernández fazer uma transmissão ao vivo pelo Instagram, mostrando a “celebração” no ônibus da equipe.
“A Fifa tomou conhecimento de um vídeo que circula nas redes sociais e o incidente é objeto de uma investigação. A Fifa condena com veemência qualquer forma de discriminação, por parte de qualquer pessoa, incluindo jogadores, torcedores e dirigentes”,
a entidade afirmou em comunicado.
O que os jogadores da Argentina cantaram?
Após a conquista da Copa América, os jogadores da Argentina cantaram uma música com conotação racista e transfóbica: “Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr. Eles se relacionam com travestis. A mãe deles é nigeriana, o pai deles, cambojano. Mas no passaporte: francês”.
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Fernández logo encerrou a live. Porém, usuários da rede social já haviam gravado o momento em que o canto foi entoado. Já conhecida, a canção foi criada por argentinos durante a Copa do Mundo de 2022, quando o país se tornou o campeão do torneio.
Além da conotação racista, a letra da música também conta com o termo “trava”, expressão espanhola para se referir de forma pejorativa a travestis e transexuais. O trecho é uma provação a Kylian Mbappé, jogador francês que é amigo da modelo transexual Inès Rau. No ano passado, circularam na imprensa francesa rumores de que os dois estariam em um relacionamento.
Após a repercussão da live, Fernández publicou um pedido de desculpas em uma publicação no Instagram.
“A canção inclui uma linguagem muito ofensiva e não há absolutamente nenhuma desculpa para estas palavras. Sou contra todas as formas de discriminação e peço desculpas por ter me deixado levar pela euforia das comemorações da Copa América. O vídeo, esse momento, essas palavras, não refletem minhas crenças nem meu caráter. Lamento muito”,
o jogador admitiu.
Além da Fifa, o Chelsea, clube inglês onde Fernández atua, também anunciou a abertura de um processo contra o meia.
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