A Polícia Civil prendeu Luis Fernando Silla de Almeida, de 46 anos, na última terça-feira (17), após ele ter confessado seu papel no desaparecimento e na morte de Mateus Bernardo Valim de Oliveira, de apenas 10 anos. O caso aconteceu em Assis, cidade no interior paulista, e começou a ser referido como “caso Mateus cavalo de Tróia” na internet.
O motivo para isso é que, durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira (18), Tiago Bergamo, delegado responsável pelo caso, usou o termo para se referir a relação daquele que confessou o crime com a vítima. Além dele, porém, muitos outros órgãos policiais usam a expressão; saiba o que ela sinaliza:
O que significa cavalo de Tróia para polícia?
Cavalo de Tróia é uma expressão que sinaliza uma aproximação disfarçada de amizade para que se possa fazer algo contrário a isso, ou seja, há intenções suspeitas que se escondem por trás de uma investida “confiável”. Como o criminoso, Luis Fernando, concertava bicicletas com Mateus e mantinha amizade com seus pais, a relação pode ser lida como um cavalo de Tróia.
O termo começou a circular em razão do episódio da mitologia grega em que os gregos deram de presente aos troianos: um grande cavalo cujo interior continha soldados escondidos que adentraram a cidade para destruí-la. Dessa forma, a polícia também deflagra muitas operações que levam esse nome, como a que aconteceu em Goiás no início do ano, com objetivo de reprimir o tráfico de drogas, e no Distrito Federal, em novembro, com intuito de desmantelar esquema fraudulento.
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Confissão
Ao confessar à polícia que praticou esse crime hediondo, Luis Fernando ainda contou o que teria sido a motivação para se aproximar das crianças do bairro: “O que ele nos contou foi que sentia meio que inveja da felicidade das crianças, algo assim. E, aí, essas vozes que levaram ele a fazer esse ato aí bárbaro”, contou o delegado.
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