Após mais de 200 anos, a arara-canindé retornou ao Rio de Janeiro, mais precisamente, ao Parque Nacional da Tijuca. A espécie costuma habitar as florestas da região, mas foi extinta por causa da caça. Agora, quatro indivíduos da espécie ganharam um novo lar nos 39 mil km² da unidade de conservação.
“Oriundas do tráfico. Animais que sofreram maus-tratos, passaram por atrito, todo aquele processo do tráfico”, o médico veterinário Gerson Norberto contou ao Jornal Nacional.
A reintrodução das araras-canindés vem do trabalho do Projeto Refauna, que tem o apoio de instituições como o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Antes da viagem até o Rio, elas passaram um ano se recuperando dos maus-tratos em Aparecida, no interior de São Paulo.
Onde tem arara-canindé no Brasil?
No Brasil, a arara-canindé habita os biomas da Mata Atlântica à Amazônia e do Pantanal ao Cerrado.
LEIA TAMBÉM
Quem é a mulher presa por homofobia em shopping de SP?
Quais são os mitos sobre os canários?
“No Parque Nacional da Tijuca, tem as condições ideais para sua sobrevivência, para sua reprodução e também para os serviços ecológicos que vão ajudar na própria manutenção dessa floresta”, afirmou Breno Herrera, do ICMBio.
Por enquanto, as quatro araras-canindés vão permanecer em um grande viveiro, no alto da floresta, para que se acostume com o ambiente. Mas a expectativa é que em até seis meses elas estejam prontas para desbravar o Parque Nacional da Tijuca, completamente livres.
“A gente coloca eles para começarem a se acostumar com sons, com a temperatura, com a umidade, com a presença das outras espécies. A gente vai fazer um treinamento, primeiro, para que elas entendam que os alimentos aqui são alimentos para elas. E o segundo, que elas não se aproximem de pessoas. Nós fazemos um treinamento para que elas tenham aversão a chegar perto de pessoas”, disse Marcelo Rheingantz, biólogo da URFJ e diretor executivo da Refauna.
LEIA MAIS
O que acontece após novo ataque homofóbico?