Após receber alta do Hospital Sírio-Libanês, o candidato a prefeito de São Paulo do PRTB participa do debate da RedeTV, em parceria com o UOL, na manhã desta terça-feira (17). Com uma campanha marcada por desentendimentos com seus oponentes, Pablo Marçal tem sido questionado sobre um episódio em que teria sido preso.
Pablo Marçal já foi preso?
Pablo Marçal (PRTB) foi preso provisoriamente em 2005, quando tinha 18 anos. Na ocasião, o atual candidato a prefeito de São Paulo foi detido no âmbito de uma investigação que envolvia criminosos associados a desvio de dinheiro de contas bancárias pela internet.
Em 2010, o ex-coach foi condenado pelo TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) por furto qualificado, tendo recebido a pena de quatro anos e cinco meses de prisão. Segundo a sentença, Marçal cuidava dos computadores da quadrilha e entregava listas de e-mails de possíveis vítimas.
“O acusado [Pablo Marçal] não era responsável pela concretização material dos furtos cibernéticos sob foco, em prol da quadrilha por ele integrada. Porém, o réu cuidava da manutenção dos equipamentos de informática do grupo criminoso, além de realizar a captação de listas de e-mails para a quadrilha”, diz a decisão.
De acordo com o Ministério Público Federal, Marçal entregava as listas de e-mails para um dos líderes da organização, o pastor Danilo de Oliveira. Entretanto, o ex-coach não foi preso novamente por causa da demora do tribunal para apreciar o caso, o que resultou na prescrição punitiva.
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Outro lado
Em recente entrevista à “GloboNews”, Pablo Marçal confirmou que passou alguns dias presos, mas afirmou que não sabia do esquema. Segundo o candidato, na verdade, ele fazia manutenção de computadores para um dos envolvidos no caso.
“Quando isso aconteceu eu ganhava R$ 350 para ajudar em casa. Está aqui minha carteira de trabalho, meu segundo emprego numa empresa de call center. Nunca fiquei pagando para bandido, ladrão. Trabalhei para esse cara, foi pastor na igreja que frequentava e tinha nível de confiança”, disse na entrevista. “Eu lamento precisar ter consertado os computadores desse canalha. É uma pena muito grande, uma mancha na minha história”,
disse.
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