Milhares de pessoas saíram às ruas da Argentina para protestarem contra o governo Javier Milei. Os protestos acontecem na capital, Buenos Aires, e outras cidades do país, sendo motivados por um projeto que visa vetar algumas conquistas recentes no sistema de ensino da Argentina. Entenda:
Por que estão acontecendo protestos na Argentina?
Os argentinos estão se manifestando contra a proposta do presidente Javier Milei de vetar uma lei recém-aprovada no Congresso que reajustaria o orçamento das instituições de ensino.
[Essa lei] dá ao sistema universitário previsibilidade orçamentária e uma resposta para crítica situação salarial, estabelecendo um piso de aumento de acordo com a inflação e recuperando o poder aquisitivo do salário
disse Piera Fernández, presidente da Federação Universitária Argentina, aos manifestantes
O público reunido envolveu estudantes, docentes, sindicalistas e movimentos de esquerda e kirchneristas.
As manifestações visam apoiar a universidade pública, já que a lei trata do aumento dos salários de professores e funcionários. O governo tem até esta quinta (3) para decidir se o veto acontecerá ou não.
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O que diz o governo argentino?
Segundo os governantes, já foi oferecido um aumento salarial ao corpo docente de 6,8% acima da inflação, além de aumentarem em 270% os valores de funcionamento das instituições no mês de maio e 49 milhões de pesos aos hospitais universitários.
O corpo estudantil contesta esses dados, dizendo que as negociações não têm vontade de acordo e são unilaterais. Eles destacam as mais de 100 obras de infraestrutura paralisadas e a diminuição nas bolsas e programas de apoio a estudantes, como sinais do desfinanciamento do sistema científico do país.
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