Nesta última quarta-feira (2), o BC (Banco Central) informou um ataque hacker que atingiu a C&M Software, prestadora de serviços de tecnologias filiadas a instituições financeiras de pagamento instantâneo. De acordo com o Estadão, o incidente deixou um prejuízo de, pelo menos, R$ 800 milhões e afetou seis empresas.
Em nota, a C&M afirmou que as “medidas previstas nos protocolos de segurança C&M foram integralmente executadas diante do ataque”. Desta forma, os hackers usaram o porte de entrada da empresa e acessaram contas reservas de seis instituições financeiras. Após a invasão, o BC determinou o desligamento do acesso de todas as instituições às infraestruturas operadas pela C&M.
Quais empresas foram afetadas pelo ataque hacker?
Seis empresas foram afetadas pelo ataque hacker, mas nem todas tiveram seu nome revelado. A Credsystem foi uma das instituições afetadas pela invasão. A BMP, também invadida, explicou em nota que nenhum cliente foi impactado ou teve seus recursos acessados. Já o Banco Paulista confirmou também ter sido vítima. Em um comunicado, a empresa afirmou que precisou interromper temporariamente o serviço de PIX do banco.
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Quem está por trás do ataque hacker?
Ainda não se sabe quem esteve por trás do ataque. Paulo Suzart, consultor de compliance e de cibersegurança, explicou que a invasão provavelmente envolveu um esquema criminoso elaborado.
Os valores desviados foram destinados a contas de criptoativos. “Fontes sugerem fortemente a possibilidade de que os valores foram movimentados para contas cripto. É um padrão de um grande ataque cibernético como este, focar na questão financeira e, logo em seguida, transformar o valor roubado em criptomoedas”, disse Paulo Trindade, gerente de segurança cibernética da ISH Tecnologia.
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