O vulcão Etna, no sul da Itália, entrou em erupção na noite deste domingo (1º), e a atividade sísmica aumentou ao longo da madrugada de segunda-feira (2). De acordo com o INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia), a atividade continua em alta e sem previsão de interrupção.
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Qual a cidade mais próxima do vulcão Etna?
Localizada na base do vulcão Etna, a cidade de Catânia é a mais próxima da área e abriga o observatório astrofísico responsável pelo monitoramento do vulcão. O município está sob alerta vermelho, porém o aeroporto local ainda está operando normalmente.
A última grande erupção ocorreu em 1669, quando lava e cinzas destruíram várias cidades da região.
Alguns turistas registraram em vídeo o momento em que o Etna libera uma fumaça que ultrapassa mil metros de altura. No X (antigo Twitter), um turista francês compartilhou imagens que mostram pessoas correndo para se afastar do vulcão.
Até o momento, as autoridades italianas não relataram vítimas nem danos a residências próximas ao local. Especialistas alertam que os gases tóxicos liberados pela erupção podem causar problemas respiratórios, e que a exposição às cinzas pode provocar irritações nos olhos.
Como vivem as pessoas que habitam a região do Etna?
Em uma reportagem especial do UOL, moradores de Catânia compartilham suas experiências e desafios de viver em uma cidade onde o vulcão pode entrar em atividade a qualquer momento.
O prefeito de Catânia, Salvo Pogliese, comentou sobre como a cidade se comporta diante de uma fúria da natureza. “Nossa relação com o vulcão é ancestral e nossa identidade é moldada por ele. Somos conhecidos como um povo dinâmico e expansivo, exatamente como o Etna. E esta montanha, como a chamamos aqui na Sicília, nos presenteia com paisagens lindas. Aqui é um dos poucos lugares do mundo em que, com uma hora de estrada, você pode sair das pistas de esqui que existem no Etna e descer até a praia. E, lá em cima, é também possível fazer caminhadas em cenários únicos”.
O Etna não é apenas visto de longe. Como comentou o prefeito Salvo Pogliese, o vulcão também é uma atração para moradores e turistas. Quando a atividade está segura, as pessoas sobem o Etna para esquiar no inverno, fazer caminhadas por trilhas que chegam a cerca de três mil metros de altitude e passear de bondinho pelas encostas do vulcão.
Dario Musumeci é morador de Catânia e explicou a sensação de morar na região, “Para estrangeiros, pode ser assustador o fato de morarmos perto de um vulcão tão ativo, que entra em erupção frequentemente. Mas nós, que nascemos aqui, encaramos isso com naturalidade. A gente, inclusive, chama o Etna de ‘mãe’, o que mostra a forte relação que temos com esta obra da natureza. Convivemos com a imagem dele desde os primeiros dias de nossas vidas. E, como todas as mães, o vulcão fica um pouco bravo às vezes. Sabemos que devemos respeitá-lo”.
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