O presidente da Argentina, Javier Milei, é o “Economista do Ano” segundo a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil). A entidade escolhe um nome para essa posição desde 1957 e, na carta entregue ao argentino, diz que viu nele um líder comprometido “com a estabilidade econômica”, dotado de estratégias fundamentais que guiam “o país em momentos de incerteza e volatilidade dos mercados”.
Em vista da atual situação do país vizinho, o órgão foi muito criticado ao eleger Milei para a posição. A CORECON-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo), por exemplo, disse estar ‘surpresa’ com a escolha do político para essa posição. Afinal, qual é o significado desse título? Confira:
Qual prêmio a OEB concedeu a Milei?
A OEB declarou que Milei foi o Economista do Ano de 2025 e isso significa, para os componentes do órgão, que o político possibilitou “efeitos positivos, principalmente entre as camadas dos mais pobres”, durante a gestão. Em entrevista à Folha de São Paulo, o professor da Faculdade de Economia da USP, Manuel Enríquez García, enfatizou detalhes importantes para a escolha:
Nossa tradição é a de, sem nenhuma ideologia, premiar economistas que ganham destaque por sua contribuição em postos do governo e à sociedade
disse o professor de economia.
El Presidente Javier Milei recibió en Casa Rosada a la Ministra de Capital Humano, Sandra Pettovello, y a las autoridades de la Orden de Economistas de Brasil (OEB), quienes le notificaron que fue electo como "Economista del Año" por la organización. pic.twitter.com/wMQluNEdGv
— Oficina del Presidente (@OPRArgentina) February 25, 2025
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Quem já ganhou o prêmio de ‘Economista do Ano’ da OEB?
Em anos anteriores, grandes personalidades conquistaram o prêmio entregue a Milei, inclusive outra personalidade argentina, Raúl Prebisch, em 1960. Pouco depois, em 1996, Antônio Delfim Netto foi condecorado pela primeira vez, e a segunda veio em 2009.
Outras figuras brasileiras que tiveram a relevância reconhecida pela entidade foram: Roberto de Oliveira Campos Neto (2024), Ilan Goldfajn (2017), Gustavo Loyola (2014) e Guido Manteiga (2011). Esses nomes já estiveram na liderança do Banco Central ou na frente do Ministério da Fazenda.
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