O presidente sul-coreano, Yoon Suk-Yeol, surpreendeu o mundo nesta terça-feira (3) ao decretar lei marcial na Coreia do Sul. O comunicado foi feito na TV local e, segundo o governo, tem o objetivo de “limpar” espiões pró-Coreia do Norte do território. Em sua essência, a lei marcial limita o acesso a direitos civis e substitui a legislação normal por leis militares.
Quando se aplica a lei marcial?
A lei marcial pode entrar em vigor em situações excepcionais, como guerra, reação a uma catástrofe natural ou preparação para a instituição de um regime totalitário.
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Em seu pronunciamento, Yeol, que mantém uma posição conservadora, não revelou as supostas ameaças da Coreia do Norte que teriam justificado a decisão. Ao invés disso, o presidente sul-coreano se limitou a afirmar que a imposição tem o objetivo de identificar “elementos pró-Coreia do Norte”.
“Declaro lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças antiestado pró-norte-coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo, e para proteger a ordem constitucional livre”,
disse Yoon.
Por sua vez, o chefe da Polícia da Coreia do Sul se posicionou contra a medida e convocou uma reunião de emergência ainda nesta terça, com o objetivo de discutir a imposição.
Além disso, integrantes do próprio governo se colocaram contra a decisão de estabelecer a lei marcial no país. A oposição convocou todos os partidos a comparecerem ao Parlamento, em Seul, capital da Coreia do Sul, para protestar.
Entretanto, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o Parlamento foi fechado e teve todos os acessos a ele bloqueados.
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