A reconstrução da Ucrânia, após a guerra com a Rússia, pode chegar a US$ 1 trilhão. A estimativa é do Banco Europeu de Investimento e equivale a R$ 4,92 trilhões, pouco mais do que a metade do PIB brasileiro em 2022. Há dois anos, o valor estimado para recuperar o país era de US$ 411 bilhões (R$ 2,02 trilhões).
Segundo analistas, a participação ocidental no processo de reconstrução da Ucrânia poderia cimentar os laços com o país a longo prazo. Porém, a possibilidade de recuperação ainda passa por um cessar-fogo, que no momento é tão hipotético quanto os planos de reerguer a nação.
Em seu segundo ano, a invasão russa segue com ataques contra a infraestrutura civil, que inclui escolas, hospitais, fábricas e prédios residenciais. Construções como pontes também foram intencionalmente destruídas por forças ucranianas, com a intenção de impedir o avanço das forças de Vladimir Putin. Além disso, pontos estratégicos, como portos e complexos industriais estão em poder dos russos.
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Para a reconstrução do país, também é preciso levar em consideração os incalculáveis danos provocados por eventos catastróficos, como a demolição da central nuclear de Zaporíjia, que até então era responsável por suprir 20% da energia consumida na Ucrânia.
“A recuperação e a reconstrução levarão vários anos, mas a boa notícia é que a resiliência do país e a determinação, assim como o apoio de parceiros durante a invasão está ajudando a conter danos e reduzir as demandas”, afirmou em comunicado a vice-presidente para a Europa e Ásia Central do Banco Mundial, Anna Bjerde.
De acordo com o Banco Mundial, dos US$ 411 bilhões estimados para recuperar o país, 22% seriam encaminhados para o setor de transportes, 17% para a habitação, 11% para a geração e transmissão de energia, 10% para a assistência social, 9% para a gestão de explosivos não detonados e, por fim, 7% para a agricultura.
“Os investimentos públicos precisam ser complementados por investimentos privados significativos, de forma a ampliar o financiamento disponível para a reconstrução”, afirmou Anna Bjerde. Ainda segundo a vice-presidente, o apoio contínuo à Ucrânia não seria um investimento apenas para o país, mas também para a economia global.
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