A harpia é considerada a maior águia das Américas e não é à toa. Ela pode pesar até 20 quilos e atingir quase três metros de envergadura. O animal tem muitos nomes, como gavião-real, falcão-de-penacho, uiraçu, quiraçu, águia-hardia e falcão-rei. Porém, apesar de sua soberania, a harpia corre risco de extinção.
Nativo das florestas tropicais das Américas Central e do Sul, a harpia depende de grandes regiões de floresta para sobreviver e é extremamente sensível aos impactos sobre a natureza. No Brasil, o pássaro habita algumas regiões da Amazônia e da Mata Atlântica, locais que enfrentam o desmatamento e a caça.
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Logo, ainda que esteja no topo da cadeia alimentar, o animal acaba não tendo disponibilidade de presas e árvores de grande porte, para a construção de seus ninhos. Outro fator que pode contribuir para a extinção da harpia é a caça e captura da espécie, que é motivada pela falsa crença de que o animal pode atacar seres humanos.
Além disso, as harpias costumam colocar apenas de um a dois ovos e, quando os dois filhotes nascem, apenas um deles consegue sobreviver. Por sua vez, os pais tomam conta do filhote por dois anos, mesmo quando ele já é capaz de caçar e voar. Em razão disso, a reprodução da espécie é lenta, o que faz com que a ave corra ainda mais risco de desaparecer.
De acordo com o Parque das Aves de Foz do Iguaçu, no Paraná, para driblar esse problema, muitas instituições têm reproduzido o animal sob cuidados humanos, incubando de forma artificial os ovos da harpia. Desta forma a mãe fica livre para colocar outros ovos, uma vez que ela não precisa passar anos zelando por apenas uma cria.
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