Marcio Pochmann será o novo presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), segundo anúncio do ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, feito nesta quarta-feira (26). O economista é filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores) desde 2011, e se candidatou duas vezes à prefeitura de Campinas.
Formado em ciências econômicas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e doutor pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pochmann virou professor titular da universidade em 2014. Mesmo após se aposentar, em 2020, ele seguiu como professor colaborador.
Com mais de 60 livros relacionados à economia, o novo presidente do IBGE venceu o prêmio Jabuti, em 2002, na categoria Economia, Administração, Negócios e Direito, com o livro “A Década dos Mitos”.
A atuação de Marcio Pochmann na política ocorreu principalmente na cidade de Campinas. Além de ter sido candidato a prefeito, ele também tentou vaga como deputado federal em 2018, mas acabou como suplente.
Em 2020, o economista fez críticas ao PIX, programa de transferências online, antes de seu lançamento. Segundo ele, a medida seria mais um “passo na via neocolonial a qual o Brasil já se encontra ao continuar seguindo o receituário neoliberal”.
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NOMEAÇÃO DE MARCIO POCHMANN COMO PRESIDENTE DO IBGE
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse nesta quinta-feira (27), que terá prazer em atender ao primeiro pedido pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a nomeação do economista Marcio Pochmann para a presidência do IBGE. Ela disse que o anúncio feito na quarta-feira pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, não foi oficial e que ela nunca tinha discutido um nome com Lula.
“O ministro Pimenta, não sabendo da reunião que tivemos com o presidente Lula, que ele não havia citado o nome (de Pochmann), anunciou preliminarmente e já está colocado. O nome será oficializado no momento certo, depois da conversa que teremos na semana que vem com o presidente Lula. Acataremos qualquer nome que venha”, disse.
Tebet relatou que já havia um consenso entre o Planejamento e o Planalto da necessidade de trocar o presidente do IBGE no momento oportuno, e que essas conversas se intensificaram há 15 dias, quando ela manteve contato mais constante com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Os dois também confirmaram a indicação de Pochmann à ministra.
“Fui avisada há alguns dias que o presidente da República teria um nome e gostaria de fazer uma escolha pessoal em relação à presidência do IBGE. O presidente Lula não me fez nenhum pedido até hoje, dentro do ministério ou fora. Diante disso, nada mais justo, óbvio, que atender o presidente Lula independentemente do nome que ele apresentaria, que ele ainda não havia me apresentado”, relatou a jornalistas ao chegar a uma reunião no Ministério da Fazenda.
Tebet disse que vai se reunir com Pochmann na semana que vem e quer ouvi-lo, a despeito das críticas de que ele é alvo. “Não faço o prejulgamento, porque eu já fui muito prejulgada na minha vida profissional e política. Eu vou ouvi-lo primeiro”, disse a ministra.
Após essa reunião, deverá ser marcado para o “momento oportuno” a oficialização da nomeação de Pochmann para o cargo de presidente do instituto. Atualmente, o comando do IBGE é ocupado pelo diretor de pesquisa, Cimar Azeredo, que teve o trabalho técnico na condução do Censo elogiado pela ministra.
*Com informações da Agência Estado
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