Deve ser iniciado nos próximos dias o estudo para a transferência da sede do governo paulista do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, em São Paulo, para um prédio na região central da capital paulista. O prazo para a conclusão da análise é de seis meses. Portanto, em outubro deste ano – veja mais abaixo.
As informações foram confirmadas ao jornal O Estado de S. Paulo pelo secretário especial de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos (PSD). Segundo ele, o projeto deve ganhar corpo a partir da assinatura de um contrato com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa da Universidade de São Paulo).
A entidade será responsável por avaliar a transferência não apenas do Palácio dos Bandeirantes, mas de toda a estrutura da administração paulista. Atualmente, o complexo engloba, na capital, 56 prédios e 18 mil servidores.
“Em seis meses teremos a configuração do projeto da mudança do governo para a Praça Princesa Isabel. É um projeto que acompanho há 12 anos. A próxima etapa será a desapropriação. Com a área limpa, a construção será rápida”, disse.
Procurada, a SPI (Secretaria de Parcerias e Investimentos) informou que os estudos técnicos para a transferência foram iniciados. A pasta é responsável pela Companhia Paulista de Investimentos, que deve acompanhar todo o projeto.
PARA ONDE?
Uma das principais propostas estudadas é a de usar o Palácio dos Campos Elíseos, na Avenida Rio Branco. O palácio foi sede do governo entre as décadas de 1910 e 1960, quando a administração foi transferida para o Morumbi.
Como o Palácio dos Campos Elíseos hoje abriga o Museu das Favelas, o governo estuda construir um prédio ao fundo para receber a administração paulista. Para isso, seria necessário anular o tombamento e desapropriar imóveis.
Além disso, também seria preciso encontrar imóveis para desapropriação no entorno da Praça Princesa Isabel, que fica perto do palácio, e incorporar habitação ao redor de uma espécie de esplanada de secretarias estaduais.
ATÉ QUANDO?
Questionado sobre prazos para a conclusão da transferência, Guilherme Afif diz que algumas pastas poderiam ser transferidas nesta gestão, mas a mudança completa só deve ser concluída após 2026, ao fim do mandato de Tarcísio.