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Trem entre Ouro Preto e Mariana completa um ano sem operações

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O trem turístico da Vale, que percorre rota entre as cidades históricas mineiras de Ouro Preto e Mariana, completou um ano sem operações devido à pandemia do novo coronavírus.
O roteiro foi suspenso em 14 de março do ano passado, quando começaram a ser colocadas em prática em todo o país medidas de restrições para frear a circulação de pessoas.
Desde então, outros passeios no país voltaram a operar e alguns tiveram de fazer novas pausas em seu funcionamento, como o Trem do Vinho.
Entre os que retomaram as atividades estão também o Trem de Guararema, que no último dia 4 paralisou as atividades por conta do agravamento da pandemia em São Paulo, e a Maria-fumaça Campinas-Jaguariúna, também interrompida.
O de Ouro Preto a Mariana, porém, nunca retomou a operação e não há perspectiva de quando isso acontecerá.
“Com o objetivo de proteger a saúde da comunidade e dos empregados, os passeios do Trem da Vale, que liga as cidades de Ouro Preto e Mariana, estão suspensos desde março de 2020, ainda sem previsão de retorno”, diz comunicado da empresa.
Antes de interromper as atividades devido à pandemia, o Trem da Vale entre as duas cidades históricas mineiras chegou a ficar sem funcionar por três meses em 2019 por conta de manutenções feitas pela empresa.
A história do percurso ferroviário entre as duas cidades remonta ao período imperial. As obras começaram em 1883 em Ouro Preto e a conclusão em Mariana ocorreu somente 31 anos depois, em 1914.
A demora se deveu, entre outros pontos, às dificuldades estruturais para a conclusão do percurso –a paisagem é composta por montanhas, quedas d’água, seis pontes e quatro túneis, percorrida em cerca de uma hora de passeio.
Além das belezas naturais da rota, que tem 18 quilômetros de extensão, quando o roteiro for retomado os turistas poderão ter contato nas cidades com outras duas locomotivas em exposição.
Em Mariana, há uma máquina exposta ao lado da estação ferroviária, fabricada na República Tcheca em 1949, que percorreu o trajeto entre 2006 e 2010, quando foi aposentada. Já em Ouro Preto, está exposta aos visitantes uma locomotiva alemã, a Brigardier, que foi usada na Primeira Guerra Mundial.
A Vale opera a rota há 15 anos, após dois anos de restauro dos trilhos e das quatro estações do trajeto. À época, em valores nominais, o projeto custou R$ 47 milhões.

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