O Google anunciou para o mundo o lançamento do Whisk, um gerador de imagens baseado em IA, em dezembro de 2024, com testes iniciais para o público dos Estados Unidos. Diferente de outras ferramentas do tipo, ele possibilita a criação a partir do envio de imagens como referência, tornando o processo mais intuitivo.
Whisk: IA do Google para criar imagens está disponível no Brasil?
Sim, o Whisk chegou gratuitamente ao Brasil em 11 de fevereiro, dois meses depois de sua estreia nos Estados Unidos. A ferramenta já pode ser utilizada em mais de cem países. Mesmo com essa ampla distribuição, o Google ainda considera o serviço como um experimento em sua página oficial.
O Whisk utiliza inteligência artificial para transformar imagens enviadas pelos usuários em novas criações. Em vez de depender exclusivamente de comandos textuais, o sistema permite carregar fotos ou ilustrações que sirvam como inspiração. Com base nessas referências, a IA gera uma nova imagem combinando elementos do material fornecido.
Para quem prefere criar sem referências visuais, há a opção de descrever a imagem desejada por meio de texto. No entanto, esse recurso ainda está disponível apenas em inglês.
Tecnologia por trás do Whisk
A ferramenta opera em duas etapas principais. Primeiro, o modelo de IA Gemini analisa as imagens enviadas e descreve seus elementos. Em seguida, o sistema Imagen 3 utiliza essas informações para produzir uma nova versão inspirada na referência original, adicionando alterações estilísticas conforme necessário.
O objetivo não é criar cópias idênticas de personagens ou cenários, mas sim reinterpretar o conteúdo de maneira artística. Essa abordagem diferencia o Whisk de outras IAs voltadas para hiper-realismo e evita o risco de gerar deepfakes.
Como acessar o Whisk?
Usuários brasileiros já podem testar o Whisk gratuitamente. Basta acessar o site oficial (https://labs.google/fx/tools/whisk) e fazer login com uma conta Google.
O que esperar da ferramenta?
De acordo com o Google, o Whisk foi projetado para incentivar a criatividade. Sua interface traz um visual lúdico, com sugestões de estilos que remetem a pelúcias, adesivos e broches. Além disso, existem restrições para impedir a geração de imagens de figuras públicas, garantindo que o uso da tecnologia permaneça dentro de diretrizes éticas.
Durante testes, as imagens geradas apresentaram diferenças perceptíveis em cores, formatos e estilos em relação às referências originais, reforçando a proposta de evitar representações realistas de personagens conhecidos.
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