Os casos de dengue no Brasil, durante o primeiro trimestre de 2023, cresceram 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2022, o país registrou mais de mil vítimas fatais pela doença.
Os dados do COE (Centro de Operações de Emergência em Saúde) informaram que no Brasil, 496.130 casos do vírus foram registrados nas 12 primeiras semanas do ano. Durante essa data no ano passado, foram registrados 335.768 casos. Até dia 31 de março, há confirmação de 139 registros de óbitos pela dengue, sendo que no mesmo período de 2022 as mortes por dengue estavam em 70.
Se forem considerados todos os óbitos confirmados e os que ainda estão sob suspeita, 2022 tem um total de 312, enquanto em 2023 o número já sobe para 343, no mesmo período.
De acordo com o informe do COE desta segunda-feira (10), desde o fim de março, 4.282 dos 5.570 municípios brasileiros (76,9%) já registraram casos de dengue neste ano.
Os estados da região Centro-Oeste e na maioria dos estados do Sul e do Sudeste, à exceção de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No Norte, apenas Acre e Rondônia registram uma incidência acima da média nacional, enquanto no Nordeste todos os estados têm menos de 100 casos por 100 mil habitantes.
Já São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná já registraram mais de 500 diagnósticos de dengue a cada 100 mil habitantes, bem acima da média no Brasil.
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Esse aumento preocupa já que em 2022, o Brasil foi recorde de óbitos da doença. A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que o aumento da dengue é mundial, assim como das outras arboviroses (doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos) disseminadas pelo Aedes aegypti, a Zika e a Chikungunya.
O órgão destacou que a região do Brasil é mais afetada devido as condições precárias de água e saneamento ligadas a fenômenos como enchentes, aumento da temperatura, que favorecem a proliferação do vírus no país.