A escarlatina se trata de uma doença infecciosa e contagiosa, que costuma acometer crianças em idade escolar, principalmente durante a primavera. Ela é transmitida pela estreptococo beta hemolítico do grupo A, mesma bactéria responsável pela amigdalite, erisipela, endocardite, pneumonia e artrite.
Infecções de garganta provocadas pela bactéria são comuns. Porém, aproximadamente 10% dos infectados são sensíveis às toxinas liberadas pela estreptococo, podendo desenvolver a escarlatina, que provoca o surgimento de manchas avermelhadas sobre a pele.
Entre as principais sequelas deixadas pela doença estão otites, meningites e sinusites, que podem ser diagnosticadas enquanto o paciente ainda está doente. Porém, em casos mais graves, quadros de reumatismo infeccioso e problemas nos rins podem se manifestar depois da aparente cura.
Por isso, é importante que a pessoa infectada seja diagnosticada o quanto antes e inicie os primeiros cuidados para combater a doença a fim de evitar complicações mais graves. Seu tratamento é muito simples, contanto com o uso de antibióticos e medicamentos para dor e febre.
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SINTOMAS DA ESCARLATINA
– Início repentino com calafrios e febre alta nos primeiros dias, que vai diminuindo aos poucos nos dias seguintes até desaparecer;
– Dor de garganta intensa;
– Pequenas manchas na pele de cor vermelho-escarlate, ásperas, que aparecem inicialmente no tronco, depois tomam a face, o pescoço, os membros, axilas e virilha, mas poupam as palmas das mãos, as plantas dos pés e ao redor da boca. Nas dobras de pele, como cotovelos, punhos, axilas e joelhos, as manchas podem ser mais escuras e descamam com o decorrer da doença;
– Na língua surgem caroços avermelhados recobertos com uma película parecida com um plástico branco amarelado. Essa película posteriormente se desfaz e a pele adquire o aspecto de framboesa, porque as papilas incham e ficam arroxeadas;
– Mal-estar;
– Falta de apetite;
– Aumento dos gânglios do pescoço;
– Dor no corpo, de barriga e de cabeça;
– Náuseas e vômitos.
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