Na área da saúde, novas doenças e condições são sempre descobertas e estudadas por cientistas e médicos em busca de compreender suas causas e tratamentos. Embora não seja uma novidade, a narcolepsia é uma doença que muitas pessoas não conhecem, o que levanta dúvidas sobre suas causas, diagnóstico e sintomas. Com isso, veja mais sobre ela:
O que é narcolepsia?
A narcolepsia é uma doença crônica caracterizada por sonolência incontrolável, mesmo com o acometido dormindo uma boa noite de sono. Durante o dia, a pessoa pode ter “ataques de sono”, dormindo quase instantaneamente e sem qualquer aviso mesmo durante atividades comuns do cotidiano.
Normalmente, um fator crucial na narcolepsia é a cataplexia: um sintoma da doença, que os portadores podem apresentar ou não, que consiste em uma perda súbita do tônus muscular, isto é, a pessoa perde o controle de seus músculos, mas sua consciência permanece intacta, como uma espécie de “paralisia”. Essa condição pode ser provocada por descargas emocionais como riso, raiva, surpresa ou excitação.
A narcolepsia é uma doença de origem genética caracterizada por um distúrbio no sistema nervoso central. Nos casos das pessoas que a possuem, os “ataques de sono” são provocados por uma entrada súbita no estado do sono REM, isto é, o sono profundo, sem passar pelo processo normal de “pegar no sono”.
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Qual exame que determina o diagnóstico de narcolepsia?
Normalmente, os exames mais comuns para determinar se uma pessoa possui narcolepsia são a polissonografia e o teste de latências múltiplas. Esses testes são importantes pois alguns sintomas da doença são similares aos de outras condições como apneia do sono e insônia, então um diagnóstico preciso é crucial para um tratamento adequado.
Embora a doença não tenha cura, é possível tratá-la com medicações e adequando o estilo de vida do acometido para evitar a ocorrência dos sintomas, evitando acidentes e sonolência excessiva. Confira algumas dicas:
- Ter uma boa higiene do sono, com horários regulares para dormir e acordar;
- Tirar cochilos diurnos programados de cerca de 20 minutos;
- Fazer exercícios físicos regulares;
- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas ou outras substâncias que induzam o sono.
O apoio de conhecidos é fundamental para o controle dos sintomas de um portador de narcolepsia. Sempre fique atento a descargas emocionais que podem provocar a cataplexia e, se possível, assuma a responsabilidade de tarefas potencialmente perigosas como dirigir, manusear máquinas ou cozinhar.
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