Viralizou na internet o caso do ex-piloto Antonio Maranhão Calmon, de 38 anos, que vive com a ataxia de Friedreich, uma doença conhecida como “morte em vida”. Em entrevista ao UOL, o homem relatou os primeiros sintomas e deu detalhes sobre como é viver com eles no dia a dia.
Quais são os sintomas da doença “morte em vida”?
Dificuldades para andar e manter a coluna ereta
Lentidão nos reflexos
Perda de sensibilidade dos membros
Surdez
Cegueira
O que é a ataxia de Friedreich?
A ataxia de Friedreich causa a degeneração de maneira gradual de regiões do sistema nervoso central, afetando a parte neuromuscular.
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Entenda o caso de Antonio Maranhão
De acordo com Antonio Maranhão, os primeiros sinais da ataxia de Friedreich se manifestaram quando ele era criança. Porém, os sintomas se desenvolveram apenas na idade adulta, quando tinha 37 anos e após muitos diagnósticos errados.
“A primeira coisa foi que fiquei com a voz arrastada, outra característica da ataxia. Isso foi bem complicado na minha profissão, pois as pessoas pensavam que eu estava embriagado. Fui acusado diversas vezes por passageiros e membros da tripulação de ter bebido. Como estava em uma posição de liderança, sendo responsável por mais de 200 vidas em cada voo, isso se tornou bastante complicado”, lamentou o ex-piloto.
Antonio descreveu a doença como uma sentença de morte. “Quando recebi o diagnóstico, parecia que era o fim do mundo, foi como uma sentença de morte. E de certa forma é, pois essa doença é conhecida como morte em vida, porque o lado cognitivo fica intacto, mas o corpo padece. É o contrário do Alzheimer”, descreveu.
Hoje, Antonio está aposentado e mora em Portugal com a namorada, que também lida com a ataxia. Quando perguntado sobre como lida com os sintomas no dia a dia, o ex-piloto explicou: “Sinto muita fadiga, que é um dos principais sintomas da doença, e é algo debilitante, tenho dificuldade de equilíbrio e perda de coordenação motora fina e caio com facilidade. Na água meus sintomas não são tão fortes e é uma forma de usar as habilidades que adquiri ao longo da vida”.
Atualmente, Antonio procura tratamento nos Estados Unidos a fim de melhorar sua condição.
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