Os refrigerantes “zero açúcar”, light ou diet, costumam ter adoçantes em sua composição. Uma das principais substâncias para deixar as bebidas com um sabor mais doce é o aspartame.
Quem gosta ou só pode ingerir esse tipo de refrigerante está em alerta desde a semana passada, quando a Irca (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), braço da OMS (Organização Mundial da Saúde), classificar o aspartame como possível cancerígeno. Um dos adoçantes mais utilizados na indústria alimentícia, a substância marca presença em algumas bebidas artificiais, como é o caso de algumas versões da Coca-Cola.
Contudo, isso não quer dizer que refrigerantes com aspartame causam câncer. Aprovado pelo Jecfa (Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos Alimentares da OMS e da Organização para Agricultura e Alimentação, sigla em inglês) na década de 1980, o adoçante tem uma dose diária aceitável estabelecida em 40 mg por quilograma de peso.
Isso significa que um adulto de 70 kg pode ingerir com segurança até 2.800 mg de aspartame por dia. Segundo o Hospital Sírio-Libanês, a quantidade equivale a cerca de 15 a 20 saquinhos ou 60 a 80 gotas de adoçante. Ainda de acordo com a unidade de saúde, como a substância é aproximadamente 200 vezes mais doce do que o açúcar branco comum, ultrapassar esse valor na alimentação diária é muito difícil.
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Na Coca-Cola Zero, por exemplo, há 12 mg de aspartame para cada 100 ml. Considerando que, a cada quilo, um indivíduo pode consumir 40 mg do adoçante, uma pessoa de 70 kg teria que consumir 66 latas do refrigerante por dia, para que ele se tornasse nocivo a sua saúde.
Na Coca-Cola Light, a quantidade de aspartame é de 24 mg para cada 100 ml, o que significa que uma pessoa de 10 kg pode tomar no máximo 37 latas por dia. Vale lembrar que a versão original da Coca-Cola não contém aspartame.
O resultado final da pesquisa realizada pela Iarc e o Jecfa serão divulgados oficialmente no dia 14 de julho.
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