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Uruguaio Jorge Drexler vence três prêmios do Grammy Latino

| FOLHAPRESS

LAS VEGAS, EUA (FOLHAPRESS) - "Nem sei mais o que dizer", brincou o cantor Jorge Drexler ao subir no palco do Grammy Latino pela terceira vez, nesta quinta-feira (15), para receber o prêmio de melhor gravação do ano por "Telefonía" -o mais importante da cerimônia. A música também rendeu ao uruguaio o prêmio de melhor canção do ano. O terceiro prêmio da noite foi pelo melhor álbum de cantor-compositor por "Salvavidas De Hielo". Com as três estatuetas em mãos, Drexler desbancou o cantor de reggaeton J Balvin, favorito da noite com oito prêmios ao Grammy Latino, que acabou levando apenas um troféu para casa por melhor álbum de música urbana por "Vibras". Ao receber o prêmio, Balvin reforçou a importância da música urbana em manter as pessoas foras das ruas e dar importância às suas vidas. Já para a cantora Rosalía, a noite foi de grandes conquistas. Com cinco nomeações e, por isso, a mulher mais indicada ao Grammy Latino em 2018, a espanhola ganhou dois grandes prêmios, entre eles o de melhor canção alternativa e o de melhor fusão/interpretação urbana por "Malamente". Aos 25 anos, a espanhola tem sido apontada pela mídia internacional como uma das responsáveis por revolucionar o flamenco e torná-lo acessível aos jovens. Tanto Rosalía quanto Karol G, que venceu o prêmio de artista revelação, relembraram em seus agradecimento a força feminina e o poder da mulher na indústria da música. "Eu não vou parar enquanto não ver o mesmo número de homens e mulheres nos estúdios", disse Rosalía. Anitta, indicada a dois prêmios da noite, pelos hits "Downtown", em parceria com J Balvin, e "Sua Cara", com Pabllo Vittar, não venceu nenhum. A carioca acabou subindo ao palco apenas para apresentar o vencedor de melhor álbum de salsa do ano, que foi de Victor Manuelle, por "25/7". Chico Buarque, indicado para quatro categorias, venceu duas. A primeira por melhor álbum de música popular brasileira por "Caravanas", primeiro álbum lançado desde "Chico", em 2011. Além deste, o brasileiro recebeu o troféu de melhor canção em língua portuguesa por "As Caravanas". Chico tinha sido indicado para mais duas categorias, como a de melhor álbum do ano, mas foi vencida pelo porto-riqueno Luís Miguel por "¡México por Siempre!". Ele concorria também com melhor arranjo por "Massarandupió", mas quem levou o prêmio foi a canção "Se Le Ve" do colombiano Milton Salcedo. Outro destaque nacional foi da cantora e compositora Anaadi que recebeu o gramofone dourado de melhor álbum pop contemporâneo. Segundo a agência de notícias AFP, ao receber o prêmio, que foi distribuído no pré-show do Grammy, Anaadi lamentou que o Brasil esteja "sofrendo uma ameaça neofascista com o seu governo novo". "Espero que a gente possa continuar sendo independente para fazer cultura, arte, música independente nesse país que tanto precisa de identidade, que tanto precisa reforçar sua identidade neste momento histórico", disse a brasileira. Durante a cerimônia, shows como de Bad Bunny, Karol G, J Balvín e a banda Maná, que recebeu o prêmio personalidade do ano do Grammy Latino, foram os pontos altos da noite com apresentações que envolveram pirotecnia, coreografias e roupas brilhantes.  Porém, apresentações mais contidas também permearam a noite, como a do grupo nortenho Calibre 50, que começou a tocar logo após um dos discursos mais sérios desta edição do Grammy Latino, feito pela apresentadora Ana de la Reguera.  "Nesses tempos de crises, a arte se torna um meio de nos lembrar todas a urgência da justiça e da necessidade de se encontrar soluções para união, tolerância e inclusão", disse Reguera. Logo após o discurso, o grupo tocou "Corrido de Juanito", uma música que fala sobre um homem que imigrou aos Estados Unidos. *A jornalista viajou a convite do YouTube.

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