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Família de aranhas pré-históricas é encontrada preservada em âmbar

Fóssil de 100 milhões de anos revela cuidado materno da aranha fêmea com filhotes

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Imagem da aranha e dos filhotes preservados em âmbar (Foto: Divulgação/The Royal Society)
 

Da ficção para realidade! Arqueólogos encontraram aranhas pré-históricas fossilizadas em âmbar, no norte de Mianmar, no Sudeste Asiático. A descoberta muito se assemelha ao filme "Jurassic Park", de 1993, em que cientistas extraem DNA de dinossauro do abdômen de um mosquito preso na mesma resina vegetal.

A pesquisa publicada na revista científica "The Royal Society", na última terça-feira (14), aponta que há cerca de 100 milhões de anos a resina pingou das árvores e aprisionou até a morte uma aranha fêmea adulta e seus filhotes. Ao longo do tempo, o âmbar ficou sólido e preservou os corpos dos aracnídeos.

Segundo os pesquisadores Xiangbo Guo, Paul Selden e Dong Re, trata-se de uma família de aranhas Lagonomegopidae, atualmente extinta, mas registrada pela primeira vez durante o período Carbonífero. A espécie foi reconhecida por meio de uma tomografia computadorizada.

CUIDADO MATERNO

A pesquisa sugere duas histórias diferentes para as peças fossilizadas. A primeira mostra uma aranha fêmea protegendo uma espécie de saco de ovos prestes a eclodir, comportamento usual do aracnídeo na natureza, de acordo com os especialistas.

Outros fragmentos de âmbar revelam um grupo de pequenas crias que tinham acabado de nascer, ou seja, os filhotes continuaram juntos e foram cuidados pela mãe, o que indica um cuidado materno.

"O cuidado materno refere-se a qualquer esforço dos pais que melhore a aptidão de seus descendentes, e muitas vezes a um custo para a sobrevivência e reprodução futura dos pais", diz o estudo.

Os pesquisadores ainda ressaltaram que o cuidado materno é uma característica já conhecida das aranhas. Entretanto, exemplos fossilizados disso são raros.

"Embora esperássemos que as aranhas tivessem tido instintos maternais desde o início, é, sem dúvida, muito bom ter provas físicas reais do registro fóssil de cerca de 100 milhões de anos atrás", contou Selden.

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