Dividendo recorde pago pela Petrobras 'é imoral', afirma FUP Dividendo recorde pago pela Petrobras 'é imoral', afirma FUP

Dividendo recorde pago pela Petrobras 'é imoral', afirma FUP

Empresa anunciou distribuição utilizando recursos de geração de caixa, desinvestimentos e de coparticipação

Governo decidiu por trocar presidente da Petrobras (Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)
O anúncio da distribuição de dividendos recordes pela Petrobras, de R$ 87,8 bilhões, 'é imoral' e vai reduzir a capacidade de investimento da estatal, transferindo renda do trabalhador em meio à escalada de reajustes dos combustíveis e da inflação provocada pela política de PPI (preço de paridade de importação), criticou a FUP (Federação Única dos Petroleiros) em nota na manhã desta sexta-feira, 29.

Na quinta-feira (28) a Petrobras anunciou distribuição recorde de dividendos, utilizando recursos de geração de caixa, desinvestimentos e da assinatura do acordo de coparticipação dos Campos de Sépia e Atapu.

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A estatal também divulgou na noite de ontem o seu desempenho financeiro no segundo trimestre, um lucro líquido de R$ 54,3 bilhões, o segundo maior lucro trimestral da companhia. O lucro líquido no semestre, de R$ 98,9 bilhões, cresceu 124,6% contra igual período do ano anterior, porém a Fup observa que os investimentos em exploração e produção (E&P) caíram 14,7%, em dólar, na comparação semestral. 
 
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 'O dividendo deste trimestre e os R$ 48,4 bilhões registrados no primeiro trimestre somam R$ 137,1 bilhões no semestre do ano, o que representa mais do que o ano passado todo e supera os dividendos pagos para um ano inteiro ao longo da história da Petrobras', disse o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em nota. Ele observa que a Petrobras ainda vai distribuir o resultado do terceiro trimestre neste ano, o que pode levar os dividendos do ano a R$ 200 bilhões.

'É um escárnio, uma verdadeira festa de fim de governo. Festa da ilha fiscal 2', afirma Bacelar. Para o sindicalista, a política de 'gordos dividendos' é uma perversa forma de concentração de renda, que beneficia sobretudo acionistas privados. Os acionistas estrangeiros ficam com a maior parcela, 44,8% do total dos dividendos distribuídos.

O dirigente da FUP observou ainda, que 'o aumento das receitas de vendas dos derivados no mercado interno, decorrente da alta dos preços reajustados pelo PPI, foi o principal fator dos elevados lucros operacionais da Petrobras no segundo trimestre e nos primeiros seis meses do ano. O superlucro e a escalada da inflação caminham juntos', avalia.

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