'Milhões de reais foram desviados', confirma ex-diretor do Daerp

Em depoimento, Luiz Alberto Mantilla ratifica esquema de propinas em contratos com a empresa Aegea

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Reprodução EPTV
Luiz Alberto Mantilla fez revelações ao Ministério Público e à Polícia Federal (Foto: Reprodução EPTV)

 

Luiz Alberto Mantilla, ex-diretor do Daerp, afirmou, ao Ministério Público, que milhões de reais foram desviados do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto nos últimos anos. Detido desde o dia 1º de setembro, ele confirmou ao MP que havia pagamento de propina no contrato feito com Aegea, empresa que ganhou a licitação de mais de R$ 80 milhões para trocar da rede de água no município.

O acerto era feito por meio de suas próprias empresas: a Vlomar Engenharia, da cidade de Santos e outra de Teresa Cristina Lopes da Silva, namorada do empresário. Ele contou que o intermédio era combinado com Marco Antônio Dos Santos, superintendente da autarquia e braço direito da prefeita Dárcy Vera.

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As propinas eram pagas antes mesmo da nomeação de Mantilla no Daerp e os valores chegaram a mais de R$ 600 mil. No depoimento à Polícia Federal, Mantilla revelou que o pagamento de propina do contrato milionário feito com a Aegea começou em agosto.

O esquema era simples: a Vlomar passou a receber depósitos no valor de R$ 100 mil todos os meses. Os repasses eram feitos pela Quiron, de Campo Grande (MS), uma empresa de fachada, na visão da polícia. Os saques iam direto para a Vlomar, que repassava para uma conta pessoal de Mantilla. O empresário, então, fazia as retiradas na boca do caixa e entregava para Marco Antônio dos Santos. O dinheiro seria para o PSD, presido por Santos em Ribeirão Preto e que tem Dárcy Vera como filiada.

Dinheiro no carro
Luiz Alberto Mantilla também confessou à PF que o dinheiro encontrado em flagrante em seu veículo no dia 30 de junho pela Polícia Rodoviária na Anhanguera foi entregue à Marco Antônio dos Santos.

O ex-diretor do Daerp justificou à PF que tentava ajudar à namorada, arquiteta então desempregada. A colaboração vinha de dinheiro de propina do esquema milionário entre a autarquia e a Aegea. Jorge Carlos Amim, executivo da terceirizada, sugeriu que fosse feito um projeto de paisagismo e estimou um valor de R$ 300 mil. Mantilla, porém, disse que o custo não passaria de R$ 40 mil. A empresa de Teresa Cristina, então, começou a receber R$ 25 mil por mês da Quiron.

Mantilla afirmou que deseja colaborar e pretende fazer acordo de delação premiada. (Com EPTV)


2 Comentário(s)

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Edson

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Aumentam o valor do IPTU para poder roubar mais

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Walter

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Fiz um serviço de emergência para Prefeitura e não recebi nada até agora valor r$ 24000,00 precisando muito deste dinheiro!!! É essa quadrilha vereadores Prefeita e diretores do BANDO acabando com tudo em Ribeirão !!!!! Quero ver esses Vereadores da quadrilha quantos votos terão !!!!!!que políticos safadosssss temos vamos trocar todos que B A N D O ,vamos colocar todos em Serra Azul e ela no meio deles lá tb