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Compra e venda de imóveis: escrituras registradas

Impressiona o fato de a crise econômico-social que a pandemia do coronavírus provocou não ter afetado tão drasticamente este importante setor da economia

| ACidadeON/Ribeirao

Professor Vicente Golfeto (Foto: Weber Sian / ACidade ON)

Hoje, neste espaço, trazemos ao seu conhecimento - para, se possível, refletirmos em conjunto - números relativos ao mercado imobiliário formal de Ribeirão Preto. Estes números são colhidos nos dois cartórios de registro de imóveis de nossa cidade e são relativos à quantidade de escrituras lavradas e também à soma dos valores monetários que elas representam. Para efeito de comparação, analisamos os primeiros semestres - de janeiro a junho - de 2012 e de 2020, sempre levando-se em conta valores monetários nominais, isto é, não deflacionados.

Detendo-nos sobre os dois quadros abaixo, impressiona o fato de a crise econômico-social que a pandemia do coronavírus provocou não ter afetado tão drasticamente este importante setor da economia local. Claro que o setor foi atingido, mas em grau muito menor do que outros, conforme se sabe. 

 
2012 - janeiro a junho
7.550 escrituras - R$ 953.466.391,75 
 
2020 - janeiro a junho
6.508 escrituras - R$ 1.076.220.147,17 
 
Fonte: cartórios de registro de imóveis


O total de escrituras lavradas no primeiro semestre deste ano - conforme nos mostra um dos quadros - comprova o que estamos falando. Somando-se os valores monetários das 6.508 escrituras lavradas e registradas, elas chegaram ao um total de R$ 1.076.220.147,47, 12,90% a mais do que as 7.550 escrituras lavradas em 2012.

De maneira superficial - não nos aprofundando tanto - importa focarmos em alguns fatos da realidade. São eles, em nossa opinião:

1- a queda brutal da taxa de juros que tem remunerado as aplicações no mercado financeiro - caderneta de poupança, LCA (letra de crédito agrícola), LCI (letra de crédito imobiliário) e mesmo aplicações em títulos de bancos públicos e privados - tem levado o poupador a buscar outras modalidades de investimentos. Como sempre, o mercado imobiliário é uma das poucas alternativas que lhe restam;
2- as aplicações em bolsa-de-valores - portanto, no mercado de capitais - implicam em risco muito grande principalmente nos dias de hoje, marcado também por forte crise sanitária que tem levado à morte de pessoas físicas e pessoas jurídicas, estas empresas de todos os portes, mas, sobretudo, as micro e pequena.

De qualquer forma, considerando-se números do primeiro semestre de 2020, é bem provável que o total de escrituras lavradas e registradas em cartório - mercado formal, excluindo-se os contratos de gaveta - chegue a dois bilhões de reais no final do corrente ano.

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