Fuja dos erros mais comuns na entrega da declaração do Imposto de Renda

Veja sete dicas para evitar dor de cabeça na hora de entregar declaração

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Gabriela Virdes



DECLARAÇÃO DE DEPENDENTES: O contribuinte declara seu filho ou esposa como dependente, mas os mesmos também possuem renda e não a declaram. Essa é o erro mais comum. O grande problema é que, neste caso, a declaração certamente cairá na malha fina e o contribuinte poderá até pagar multa se não retificar a tempo.

DESPESAS COM EDUCAÇÃO: Se o contribuinte declarar como dedutíveis despesas com educação de cursos não autorizados pela legislação como, por exemplo, academia ou curso de idiomas tanto do declarante, quanto dos dependentes, também terá problemas em sua declaração. A Receita Federal só admite os gastos com mensalidades escolares de ensino infantil, fundamental, médio e superior, incluído graduação, mestrado, doutorado e especialização (pós-graduação).

GASTOS COM SAÚDE: Esse ano, muitos contribuintes procuraram clínicas particulares para aplicação de vacinas e pegaram recebidos para declarar como gasto dedutível. Vacina se equipara a remédios, os quais não são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda. Outro erro comum é declarar como dedutíveis as despesas com planos de saúde de pessoas que não são dependentes na declaração. Esse erro também fará o contribuinte cair na malha fina. Lembrando que gastos de saúde com estética, tais como silicone, preenchimentos labiais, entre outros, não são dedutíveis do imposto de renda.

RECEBIMENTOS DE ALUGUEL OU OUTROS TIPOS DE RENDAS EXTRAS: É importante ter ciência de que a Receita recebe todas as informações de movimentações financeiras, por meio de uma declaração que os bancos entregam anualmente, conhecida como "sped financeiro". O contribuinte muitas vezes tem outras rendas e não coloca na declaração, sendo assim, sua movimentação na conta e no cartão de crédito não condiz com sua renda e gera dúvida para a fiscalização, podendo cair na malha fina.

USO DO CPF PARA COMPRAS OU EMPRÉSTIMOS: É muito comum aparecer um parente ou amigo que está com o nome "sujo na praça" pedindo para comprar um bem ou fazer um empréstimo em seu nome. Mas, o grande problema é que se a renda do contribuinte não comporta aquela aquisição de um terreno, casa, carro ou qualquer item, a receita vai chamá-lo para justificar a origem do dinheiro.
Outro erro enorme é achar vantagem em colocar seu CPF em notas fiscais que não são gastos seus, seja para benefício da Nota Fiscal Paulista, ou para ganhar "prêmios" nas empresas que compram. Essa movimentação no CPF também vai fazer a receita pedir justificação da origem do dinheiro para tantas compras, pois ela tem acesso a todas as notas fiscais emitidas no país. Sendo assim, não custa repetir: cada um que use seu CPF.

DOAÇÕES: É muito comum um filho receber dos pais um empréstimo para comprar um carro ou uma casa. O importante é declarar o empréstimo de forma correta nas duas declarações para mostrar a origem do dinheiro para compra. Se for uma doação, o contribuinte não pode esquecer que qualquer dinheiro que receber como doação também será tributada pelo estado, o ITCMD. Agora, se você faz a doação, cuidado para declarar valores doados a entidades assistenciais não autorizadas pela Receita Federal, quando a legislação só admite doações aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacionais dos Direitos das Crianças e Adolescentes e limitados a 6% do imposto devido.

ALTERAR VALOR DE BENS:
Se possui um carro, um apartamento ou outro bem que faça parte do patrimônio, não é possível atualizar o valor para o preço de mercado. Ou seja, se o automóvel foi adquirido em 2011 por R$ 30 mil reais, não deve mudar para quanto ele vale em 2017. Dessa forma, todos os bens devem ser declarados pelo custo de aquisição. A única exceção é se realizou uma reforma no imóvel. Nesse caso, é possível atualizar o valor utilizando como comprovação os gastos que teve no período. Por isso, é muito importante guardar comprovantes e recibos por cinco anos.

Fonte: Alessandra Santana, coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Estácio


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