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Política

Nogueira diz que vice não dá expediente na prefeitura e que pode nomear líder na Câmara

Na segunda reportagem da série de entrevistas com o prefeito, ACidade ON aborda o relacionamento político

| ACidadeON/Ribeirao

Prefeito diz que vice não dá expediente no palácio e que deve nomear líder da Câmara (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) inicia 2019 disposto a, finalmente, estreitar o relacionamento com a Câmara por meio da nomeação de um líder do governo.

Por outro lado, assume que a relação com o vice-prefeito, Carlos Cezar Barbosa (PPS), está rompida após a crise deflagrada na campanha da primeira-dama, Samanta Duarte Nogueira (PSDB), em outubro.

Mesmo depois de dois anos de governo com restrições financeiras e corte de gastos, Nogueira afirma estar confiante que "a maioria da população aprova a gestão".

Ele diz que "Ribeirão saiu das páginas policiais". "As pessoas podem até não gostar dessa ou daquela decisão do prefeito, mas respeitam o prefeito", diz.

ACidade ON publica nesta terça-feira natalina (25), a segunda da série de quatro entrevista exclusivas com Duarte Nogueira. Na segunda-feira (24), o tucano abordou a situação financeira da Prefeitura e nesta quarta-feira (26), o assunto será a Saúde e obras previstas para o próximo ano.

Polêmica

Em 2 de outubro, uma semana antes do primeiro turno, o vice-prefeito denunciou em grupo de Whatsapp e em entrevista ao ACidade ON que comissionados do gabinete do prefeito teriam pedido a funcionários da Secretaria de Assistência Social, pasta que ele comandava, doações para a campanha de Samanta, candidata a deputada federal.

O prefeito negou veementemente o uso de máquina pública. Na semana seguinte, Barbosa pediu exoneração da secretaria. Com 42,3 mil votos, Samanta não conseguiu se eleger.

"Se fosse o inverso eu não teria feito isso. Se fosse a mulher dele a candidata eu não agiria dessa forma", disse Nogueira.

Segundo o prefeito, seu vice não participa mais das rotinas administrativas municipais e não comparece ao Palácio do Planalto.

Barbosa recebe como Promotor de Justiça licenciado. Em novembro, o salário bruto foi de R$ 35,2 mil, além de outros R$ 4,3 mil referentes ao auxílio moradia, conforme consta no Portal da Transparência do Ministério Público.

Em reposta, o vice diz que sofre boicote do chefe do Executivo e que não despacha no Palácio Rio Branco porque não tem, sequer, uma sala. "Não pretendo despachar na escada do Palácio". CLIQUE AQUI E VEJA O POSICIONAMENTO COMPLETO DO VICE-PREFEITO

Câmara

Vereadores reclamam, desde o ano passado, que o Executivo não tem um líder do governo na Câmara, ou seja: um parlamentar de confiança nomeado para defender os interesses do Palácio Rio Branco.

Em entrevista publicada pelo ACidade ON na semana passada, com Igor Oliveira (MDB), presidente da Câmara em 2018, criticou justamente a ausência de um líder do governo como entrave para o avanço da cidade.

No entanto, o prefeito revelou que pretende nomear um líder no início do ano. Veja abaixo os principais trechos da entrevista, concedida aos jornalistas Cristiano Pavini e Marcelo Fontes:


ACIDADE: O prefeito está sem um líder do governo pelo segundo não consecutivo, algo incomum. Isso não o incomoda?

DUARTE NOGUEIRA: Até agora não houve necessidade premente , fundamental, para ter um líder do governo. A partir do ano que vem eu penso na possibilidade de escolher um líder de governo.


Será alguém designado oficialmente?

Acredito que sim.


Vai ser do mesmo partido?

Vai ser alguém que tope defender o governo [risos]


Como está o relacionamento com seu vice?

Normal. Doutor Carlos Cézar entendeu deixar a administração e hoje é o vice-prefeito eleito. E, portanto, substituirá o prefeito em todas as ocasiões em que o prefeito não estiver presente, como doença ou viagem.


Ficou chateado o fato de, durante a eleição, ele ter ido à mídia denunciar supostas irregularidades envolvendo a campanha de sua mulher?

Se fosse o inverso eu não teria feito isso. Se fosse a mulher dele a candidata eu não agiria dessa forma.


Ele ainda participa da rotina administrativa?

Não.


Dá expediente no Palácio?

Também não.


Você teve que tomar medidas difíceis nesses dois anos. Corte de gastos, medidas impopulares. Como sente sua rejeição ou aprovação junto aos munícipes?

Eu me sinto muito bem. Tenho certeza de que a maioria da população de Ribeirão Preto, inclusive aqueles que não votaram em mim, aprova a minha administração. Há dois anos consecutivos que não há uma linha que questione a moralidade e o caráter deste governo. Ribeirão saiu das páginas policiais de vez. E isso já é um elemento fundamental daquilo que o Brasil quer como mudança. Os prefeitos não são julgados pelas atitudes, populares ou impopulares, são pelo conjunto da obra. Podem até não gostar dessa ou daquela decisão do prefeito, mas respeitam o prefeito.

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