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Lazer e culturaNova espécie de dinossauro é descoberta a partir de pegadas em calçadas de Araraquara

Nova espécie de dinossauro é descoberta a partir de pegadas em calçadas de Araraquara

Pesquisa foi publicada em revista científica internacional e pode abrir caminho para novas revelações sobre a vida dos animais em Araraquara

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*Por EPTV Central

Fósseis com pegadas de dinossauros encontrados em calçadas de Araraquara são de uma nova espécie carnívora que viveu no período cretáceo, há cerca de 135 milhões de anos. A existência do “Farlowichnus Rapidus” foi publicada em revista científica internacional.

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Inicialmente, essa descoberta veio durante uma caminhada pelo Parque Infantil, no Centro de Araraquara, em 1976, quando o paleontólogo italiano Giuseppe Leonardi percebeu que nas pedras haviam pegadas de animais que viveram na região há milhões de anos.

Por quase cinco décadas, esses vestígios ficaram guardados sem identificação em museus e universidades do Rio de Janeiro e interior de São Paulo. Em São Carlos, o Museu da Ciência reúne parte desse material que possui em torno de sete centímetros de largura.

Recentemente, com o retorno do paleontólogo ao Brasil, o estudo pôde ser concluído. Finalmente, os pesquisadores conseguiram identificar uma nova espécie de dinossauro: o Farlowichnus Rapidus, em homenagem ao pesquisador norte-americano James Fallon.

No laboratório de Paleontologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), o professor Marcelo Adorna ajudou o pesquisador italiano a analisar as pegadas, e a partir dos vestígios encontrados foi possível criar uma ilustração de como era o dinossauro: carnívoro, com cerca de 90 centímetros de altura e um metro e meio de comprimento.

“Ele traz muitas características de um animal que podia correr no ambiente desértico devido aos ângulos dos passos deixados nesses arenitos, bem como a própria comparação com restos de outros organismos já descobertos no Brasil. Então ele difere muito a morfologia das patas desse animal, mostrando que possivelmente é um animal diferente dos até então descobertos para o Brasil”, afirmou.

Marcelo Adorna, professor e paleontólogo na UFSCar

O estudo foi recentemente publicado em uma revista científica internacional, e a avaliação dos pesquisadores é de que a identificação das pegadas de Araraquara abre caminho para outras descobertas sobre os animais que habitavam o interior paulista há milhões de anos.

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“São bichos que evoluíram no ambiente equivalente a um deserto; é pouco usual termos fósseis em ambiente desértico, mas temos muitas pegadas e elas nos contam histórias da vida, da evolução, de registros que até então não tinham sido identificados para o Brasil. Esse novo dinossauro predador, carnívoro, predador das areias do deserto, nos mostram como eles evoluíram nesse ambiente, o que eles estavam fazendo aqui, se alimentando do que, bebendo água talvez em oásis pela região”, finalizou o pesquisador.

Marcelo Adorna, professor e paleontólogo na UFSCar

ACERVO EM MUSEU PARA VISITAÇÃO

Inaugurado em 2008, o MAPA (Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara) está localizado na Rua Voluntários da Pátria, 1.485, no Bulevar dos Oitis, no Centro, em um prédio que chegou a abrigar o conservatório musical do maestro José Tescari. A visitação ao MAPA para conhecer mais sobre dinossauros pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

O local possui caráter educativo e científico, com acervo voltado a uma coleção de icnofósseis – pegadas de dinossauros e mamíferos e traços de invertebrados – e também apresenta espécimes fósseis de várias localidades e períodos geológicos, entre originais e réplicas.

MAPA em Araraquara reúne diferentes informações sobre a vivência dos dinossauros (Foto: Divulgação)

No prédio, entre os destaques, está a “Sala Padre Giuseppe Leonardi”, que homenageia o padre e paleontólogo Giuseppe Leonardi – padre italiano pioneiro nos estudos das pegadas fósseis encontradas nas calçadas de Araraquara; esta sala abriga a exposição permanente de paleontologia, denominada “Areias do Passado, Marcas no Presente”.

O museu possui ainda um acervo com lascas e artefatos na Sala de Arqueologia, além de rastros e fósseis na Sala de Paleontologia. Vale destacar que parte dos arenitos (com pegadas de dinossauros) encontrados na região está nas calçadas da Rua do MAPA, formando o Museu a Céu Aberto.

Recentemente, o MAPA foi totalmente reformado, com investimento de R$ 196 mil oriundo de uma emenda parlamentar do então deputado federal Paulo Teixeira (PT), atual ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar. Os recursos foram articulados pela vereadora Fabi Virgílio (PT).

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