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Campinas tem em três dias chuva esperada para o mês todo

Além da queda na temperatura, chuva também alterou o panorama de calor e estiagem das últimas semanas em Campinas; veja os dados e a previsão

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Chuva que atingiu Campinas nos últimos dias superou a média para o mês inteiro (Foto: Denny Cesare/Código 19)
Chuva que atingiu Campinas nos últimos dias superou a média para o mês inteiro (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Com um total de 26,5 milímetros de chuva entre segunda (8) e esta quarta (10), Campinas ultrapassou, em três dias, a média esperada para o mês de agosto inteiro, 23,8 mm. O volume veio acompanhado do frio na cidade (veja abaixo).

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De acordo com o meteorologista do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, Bruno Bainy, a situação é importante porque acontece no mês que menos chove anualmente.

“Foi um volume importante, considerando o longo período de estiagem e de chuvas que, quando vêm, ocorrem em pequenos volumes. Superou a média pro mês de agosto, que é o que menos chove todos os anos”, explica o especialista.

Apesar de não ter previsão de mais precipitações para os próximos dias e esperar que a tendência de tempo seco volte a prevalecer nas semanas seguintes, Bainy prevê mais chuva no mês, mas de forma mais esparsa e menos intensa.

“A tendência para agosto é que ele siga mais seco. A gente teve essa chuva, mas a tendência é que seja seco. Há chances de chuva, mas de forma mais esparsa e com volumes pequenos. Há indicativos por volta do dia 20”, conclui Bruno.

EM OUTRAS CIDADES

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Além do Cepagri, os índices registrados pelo Climatempo também mostram chuvas acima dos volumes esperados para o mês em outras cidades da região de Campinas. Veja, por exemplo, os dados de cidades do Circuito das Águas:

  • Monte Alegre do Sul: 70 mm (média história é de 24 mm)
  • Amparo: 68 mm (média história é de 24 mm)
  • Águas de Lindóia: 47 mm (média história é de 31 mm)
  • Pedreira: 46 mm (média história é de 18 mm)

E O FRIO?

A chuva registrada nesta quarta-feira acompanhou a frente fria que derruba as temperaturas na região de Campinas. Ontem, a Defesa Civil do Estado emitiu um alerta para a queda brusca e ventos fortes até amanhã (11) (veja abaixo).

Por volta de 8h40 de hoje, a temperatura registrada pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas Climáticas Aplicadas à Agricultura, da Unicamp, era de 13,1°C.

A previsão, no entanto, é de “mínima invertida” com a menor temperatura sendo registrada à noite, podendo chegar aos 12°C. Mas segundo os meteorologistas, ventos fortes derrubam a sensação térmica em até 3°C ou 4°C.

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Amanhã, a mínima deve ser de 11°C ao amanhecer e, segundo o Cepagri, na virada de quinta para sexta (12) a diminuição na cobertura de nuvens permite que as temperaturas caiam mais. O amanhecer pode ter temperatura de 9°C.

VENTOS FORTES

De acordo com a previsão, a partir da tarde de hoje, com a passagem da frente fria, os ventos assumem direção de oeste e sopram com forte intensidade, com velocidades sustentadas em torno de 35 km/h e rajadas ocasionais que podem superar os 50 km/h.

“Esses ventos transportam um ar mais frio, proporcionando acentuado declínio nas temperaturas entre quarta e quinta-feira, e abaixam a sensação térmica em até 3ºC ou 4ºC, reforçando a sensação de frio”, indicou a nota do Cepagri.

Chuvas devem ocorrer nesta quarta-feira especialmente durante a manhã, com chances diminuindo ao longo do dia, na medida em que as áreas de instabilidade avançam para leste e se concentram mais na faixa litorânea do estado.

Já a tendência para a quinta-feira é de céu parcialmente nublado a nublado, com ventos moderados e mudando de direção de oeste para sudeste.

ALERTA

A Defesa Civil do Estado emitiu ontem um alerta sobre a queda brusca nas temperaturas e os ventos fortes na região de Campinas entre hoje a amanhã. O órgão não descartou riscos causados pelas condições.

“Como há previsão para mínimas de 10°C e rajadas de vento de aproximadamente 80 km/h, ressalta-se a importância de atenção nas áreas vulneráveis, pois não são descartados riscos para transtornos”, disse a Defesa.

Ainda segundo a Defesa Civil, a mudança drástica no tempo é reflexo de “um sistema meteorológico” seguido por ventos predominantes do quadrante sul.

De acordo com o Cepagri, as condições ao longo desta semana são moduladas pela formação de um sistema de baixa pressão – um “ciclone extratropical” entre SC e o PR, até hoje, e nos dias seguintes após a frente fria associada ao ciclone.

 

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