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Corantes naturais podem fazer mal à saúde e ao meio ambiente, revela pesquisa da Unicamp

Isso porque, fora do contexto para que foram naturalmente designados, corantes podem se tornar substâncias tóxicas

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Ao contrário da ideia de que tudo o que é natural não faz mal à saúde, pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) comprovaram que corantes naturais também podem ser nocivosIsso porque, fora do contexto para que foram naturalmente designados, podem se tornar substâncias tóxicas.

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Na natureza há substância que podem ser letais, como os venenos de cobra, por exemplo, mas os corantes naturais, que são usados, sobretudo, na culinária e em têxteis, também podem impactar a saúde humana e o meio ambiente, contaminando a água e até matar espécies aquáticas.

“O que acabamos descobrindo é que os compostos usados como corantes naturais, extraídos de fontes como plantas e fungos, podem fazer muito mal à saúde humana porque são inseridos em contextos diferentes, nos quais sua função original é alterada”, afirma a bióloga Natália Oliveira de Farias, autora do estudo – fruto de uma parceria com o projeto finlândes BioColour, que atua no desenvolvimento de paletas de corantes naturais.

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A pesquisa foi feita no Laeg (Laboratório de Ecotoxicologia e Genotoxicidade) da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, e a tese defendida no Instituto de Biologia da universidade.

Animais

No estudo, Natália avaliou os efeitos toxicológicos de três corantes fornecidos pela BioColour e extraídos do fungo Cortinarius sanguineus – um cogumelo vermelho comum na Europa. E um desses corantes mostrou-se tóxico para microcrustáceos e para um peixe paulistinha – mesmo em baixas concentrações.

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De acordo com a professora Gisela de Aragão Umbuzeiro, coordenadora do Laeg e orientadora da pesquisa, ainda não se sabe exatamente o que causa a diferença entre esses três tipos de corantes, mas a pesquisa prosseguirá para descobrir.

Após mais de 15 anos trabalhando com análise de toxicidade de corantes, a docente chegou à conclusão de que o melhor mesmo é o minimalismo. Desde as escolhas de moda até o trabalho realizado no laboratório, a professora acredita que a mensagem deve ser a redução da pegada ecológica.

“Para mim, menos é mais. Consumir menos é sempre o ideal, mas se tomarmos a decisão de utilizar algo, devemos avaliar o perigo das substâncias e escolher aquelas que oferecem menor risco à saúde humana. Idealmente, devemos recorrer a programas de predição da toxicidade. Contudo, se for necessário realizar testes, devemos escolher sempre os miniaturizados, reduzindo ao máximo o uso de substâncias e a produção de resíduo”, informa.

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