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CotidianoMenino de 7 anos encontrado morto recebia comida com muito sal, revela MP

Menino de 7 anos encontrado morto recebia comida com muito sal, revela MP

Crime aconteceu em maio. Madrasta e pai da criança estão presos e são réus por homicídio e tortura do garoto

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O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) revelou que a madrasta de Gustavo Henrique Cardoso, de 7 anos, encontrado morto com sinais de tortura, em Vinhedo, em maio, usava sal em excesso na comida da criança. Segundo o MP, a intenção era dificultar que ele a consumisse. A Promotoria de Justiça apresentou uma denúncia, que foi aceita pelo Judiciário, que resultou na acusação da madrasta e do pai do menino por homicídio e tortura.

Pedro Joseph e Camila Luiz Gomes, ambos de 26 anos, estão presos sob essas acusações desde o dia 6 de maio. A denúncia, aceita em 10 de junho, foi divulgada pela EPTV, afiliada da TV Globo, nesta terça-feira (18).

Também foi verificado que Gustavo estava desnutrido devido à falta de alimentos. Além de privar Gustavo de uma alimentação adequada, o MP apontou que pai e a madrasta submetiam a criança a intenso sofrimento físico e psicológico, com agressões constantes que incluíam chutes na região genital.

O exame necroscópico revelou múltiplas marcas de agressões, tanto antigas quanto recentes, confirmando as frequentes torturas às quais o menino passava.

Relembre o caso do menino encontrado morto e torturado em Vinhedo

No dia 6 de maio, o pai e a madrasta de um menino encontrado morto com sinais de tortura em Vinhedo foram presos. A criança foi encontrada nua e com sangramentos pelo corpo em um imóvel no Parque das Paineiras.

O casal, suspeito de matar o menino, teria fugido após o crime, mas foi localizado na Rodovia Miguel Melhado de Campos (SP-332), entre Vinhedo e Campinas. O pai estava em um carro e a madrasta em uma moto. Moradores da região tentaram linchar o casal.

Os dois foram encaminhados à delegacia da cidade e vão responder por homicídio triplamente qualificado e tortura. Ao chegarem no Distrito Policial de Vinhedo, o pai afirmou apenas que “não foi ele”.

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Familiares informaram ao repórter Rafael Castro, da EPTV Campinas, que o menino foi criado pelas tias, já que foi abandonado pela mãe e o pai cumpriu cinco anos de prisão pelo crime de roubo.

A criança teria voltado a morar com o pai há cerca de um ano. Ainda segundo os familiares, a madrasta maltratava o enteado por ciúmes.

Conselho tutelar já tinha sido acionado várias vezes, segundo a família

Segundo um investigador, o Conselho Tutelar já tinha sido acionado algumas vezes até a casa por suspeita de maus-tratos.

“FORAM MAIS DE 7 OU 8 VEZES QUE EU CHEGUEI A DENUNCIAR [AO CONSELHO TUTELAR], FORA LIGAÇÕES NO DISQUE DENÚNCIA, NA GUARDA MUNICIPAL, NA POLÍCIA MILITAR (…) ELES FALAVAM QUE EU TINHA QUE TER PROVAS PARA TIRAR O MENINO DE LÁ, QUE SEM PROVAS NÃO PODIA FAZER NADA. ELES FORAM NEGLIGENTES DO COMEÇO AO FIM”, CONTOU A TIA DE GUSTAVO, SUELEN FERNANDA VITAL DO PRADO À EPTV CAMPINAS. “SE ELES TIVESSEM FEITO ALGUMA COISA, HOJE O GUSTAVO PODERIA ESTAR VIVO”.

Uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foi aberta no dia 13 de maio pela Câmara Municipal de Vinhedo para investigar se houve negligência por parte do Conselho Tutelar da cidade em relação às denúncias do menino Gustavo.

O que diz o Conselho Tutelar?

O Conselho Tutelar de Vinhedo alega que recebeu apenas uma denúncia formal, feita de forma anônima, e que notificou o pai e a madrasta de Gustavo. O casal chegou a prestar esclarecimentos na época.

O órgão também falou que adotou medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. A família do menino foi encaminhada para atendimento de saúde mental, escuta da criança e direcionamento aos serviços de proteção da família. Porém, o pai foi notificado por não aderir aos serviços oferecidos.

Por fim, destacou que pediu um relatório da escola onde Gustavo estudava e não foi encontrado nenhum indício de maus-tratos ou negligência.

O Conselho alega que seguiu rigorosamente todos os protocolos e lamentou que não houve tempo suficiente para intervenções mais incisivas.

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