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CotidianoPolícia Federal faz nova operação contra tráfico em Viracopos

Polícia Federal faz nova operação contra tráfico em Viracopos

A operação, denominada Lavaggio III é a 6ª fase da Operação Overload, deflagrada em outubro do ano passado

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Baep auxilia Polícia Federal no cumprimento dos mandados (Foto: Helen Sacconi/ EPTV)

*Reportagem atualizada às 12h50 com complemento de informações* 

A Polícia Federal de Campinas deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) uma nova fase da operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro praticados por investigados envolvidos em tráfico internacional de drogas a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos. 

A operação, denominada “Lavaggio III” é a 6ª fase da Operação Overload, deflagrada em outubro do ano passado.

Quando deflagrada, a operação Overload prendeu policiais, servidores, e funcionários do aeroporto que teriam ligação com a quadrilha e viabilizavam o tráfico de cocaína em Viracopos, com destino ao continente europeu – principalmente para a França. 

A Polícia Federal cumpriu 13 mandados nesta manhã, sendo nove de busca e apreensão e quatro de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal em Campinas.  

Segundo a corporação, dentre as prisões, um homem, de 31 anos, identificado como colaborador na lavagem de dinheiro foi detido no início da manhã. Um segundo procurado se apresentou no fim da manhã, sendo um um homem de 51 anos que atuava na compra e venda de imóveis.

O alvo principal, Osmar Araújo, segue foragido. O quarto mandado de prisão é para a esposa de Osmar, de 31 anos, que também não foi localizada ainda.

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Três equipes do BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar) de Campinas dão apoio à PF no cumprimento dos mandados.

A INVESTIGAÇÃO 

De acordo com a Polícia Federal, a investigação atual teve início a partir da análise de documentos e informações de inteligência policial obtidos durante a Operação Overload e tem por objetivo identificar bens obtidos com dinheiro obtido pelas atividades da organização criminosa e outros envolvidos que tenham autorizado o uso de seus nomes para ocultá-los.

A atual fase de investigação está centrada em investigado e familiares residentes em Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Tarumã e São Paulo, que utilizavam Viracopos para enviar remessas de grande quantidade de drogas para a Europa.

Durante a operação, já foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos, utilização de “laranjas” para a ocultação de valores obtidos com o tráfico, além de compra e venda de imóveis.  

FASES DA OPERAÇÃO

Esse é o quinto desdobramento da Operação Overload e decorre do trabalho da Polícia Federal em descapitalizar as organizações criminosas voltadas ao tráfico de drogas. 

O primeiro desdobramento se deu em 3 de dezembro, com a “Operação AKE”. O segundo se deu em fevereiro com a primeira fase da “Operação Lavaggio” ,o terceiro se deu em julho, com a “Operação Airline” e o último se deu em outubro, com a operação “Lavaggio II”.

Operação Overload (1ª fase)
 

Durante as investigações da Operação Overload constatou-se a existência de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas operando a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, envolvendo empregados de empresas terceirizadas, de companhia aérea, integrantes das Forças de Segurança Pública e estrangeiros em solo europeu. 

Na Operação Overload 32 pessoas foram presas temporariamente, por 30 dias, e foram apreendidos veículos e dinheiro no valor aproximado de 3 milhões reais. 

Ao final do prazo de 30 dias, o pedido de prorrogação do prazo da prisão temporária apresentado pela Polícia Federal não foi acolhido pela Justiça e os presos foram postos em liberdade.

Operação AKE (2ª fase)
 

Em 3 de dezembro de 2020, no primeiro desdobramento da operação Overload, a Polícia Federal deu cumprimento a sete mandados de prisão preventiva expedidos contra os investigados que compunham parte da organização criminosa, estando estes presos até a presente data.

Operação Lavaggio I (3ª fase) 

Em 10 de fevereiro de 2021, segundo desdobramento, durante as apurações da Operação Lavaggio, a Polícia Federal identificou na análise de material apreendido, ao menos, 20 atos de lavagem relacionadas a um dos principais investigados, contabilizando alienações de veículos e compras de imóveis (apartamentos, casas, chácaras), o que foi feito envolvendo familiares do investigado cujas rendas eram incompatíveis com as transações, além de terceiros e pessoas jurídicas. 

Na oportunidade, foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão e 7 ordens judiciais de bloqueio de imóveis (Campinas e Monte Mor), cujo valor aproximado ultrapassou 3 milhões de reais.

Operação Airline (4ª fase) 

Em 6 de julho de 2021, terceiro desdobramento, a Polícia Federal centrou seu trabalho em cumprir 18 mandados de prisão preventiva dos envolvidos e 2 mandados de busca e apreensão.

Operação Lavaggio II (5ª fase) 

Em 25 de outubro de 2021, quarto desdobramento, a Polícia Federal centrou seu trabalho no Mato Grosso, já tendo identificado movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, além da aquisição de joias, relógios e veículos de luxo, além de apartamentos, empreendimentos imobiliários, tendo sido cumpridos 7 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Campinas, sendo 5 em Mato Grosso e 2 em São Paulo. 

Durante o cumprimento, um dos foragidos da Operação Overload foi encontrado, tendo sido cumprido o respectivo mandado de prisão preventiva.

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