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CotidianoReajuste em itens básicos deixa PF mais caro em Campinas

Reajuste em itens básicos deixa PF mais caro em Campinas

No período de 12 meses, segundo o IBGE, tomate teve até 83,29% de aumento; veja os índices

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Preço do prato feito teve reajuste em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

 

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Os reajustes nos preços dos produtos que compõem os pratos feitos nos últimos 12 meses deixaram a refeição até R$ 3 mais cara em Campinas. Lidando com os aumentos semanais, os comerciantes lamentam a margem de lucro menor.

Segundo uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o custo do tomate subiu 83,29%, o da batata, 50,05%, e o da alface, 49,80%, em um ano. Somente o arroz teve queda de 12,86% no período. Veja a lista abaixo:

– Tomate: 83,29%

– Batata: 50,05%

– Alface: 49,80%

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– Frango em pedaços: 25,94%

– Contrafilé: 22,80%

– Ovo: 12,45%

– Feijão Carioca: 10,47%

– Arroz: -12,86%

REPASSE AO CONSUMIDOR

Proprietário de um restaurante no Centro da cidade, Ulisses Gonçalves, conta que o local prepara 40 refeições por dia e que os pratos custam de R$ 20 a R$ 28,50. Ele conta que o problema é quando vai comprar os itens com os fornecedores.

“O aumento é semanal desde 2021 e vem subindo de 15% a 25%. E eu não posso repassar esse aumento semanal. É muito difícil. A margem de lucro reduz”, explica ele, que reequilibra o faturamento com salgados de fabricação própria.

Diante da pressão nas finanças, muitos estabelecimentos precisaram repassar os custos do prato feito e cobrar mais pela refeição. Em um levantamento feito pela EPTV Campinas em 10 locais de Campinas mostrou que o valor subiu de R$ 2 a R$ 3.

ECONOMISTA EXPLICA

O professor e economista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), José Maria da Silveira, explica que o aumento é reflexo dos aumentos da energia elétrica, do gás e de insumos como o milho, que impactam os valores do frango.

A guerra na Ucrânia também influencia os custos dos insumos agrícolas. Em curto prazo, segundo ele, não há qualquer estimativa de queda nos valores.  

“Em função da demanda do mercado internacional, as carnes, que dependem muito do milho e da soja, sofrem pressão desses preços elevados praticados, mesmo que o Brasil seja um grande exportador de carne”, avalia o especialista.

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Leandro Las Casas
Leandro Las Casas
Graduado pela PUC-Campinas desde 2011, atua há 14 anos no Jornalismo, área na qual cobriu sete eleições, participou de grandes coberturas e esteve a frente de podcasts e projetos de assessoria. Começou a carreira na rádio CBN Campinas, onde foi estagiário, repórter e apresentador. No acidade on Campinas, assina matérias e reportagens de todas as editorias desde 2021.
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