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Gripe H3N2: Cinco aspectos importantes sobre o vírus

O vírus é uma variante conhecida da Influenza A H1N1, umas das principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados

| ACidadeON/Ribeirao -

(Foto: Pixabay)

A circulação da gripe influenza A H3N2 tem avançado de forma acelerada e gerado uma onda de casos regionais por todo o país. O vírus é uma variante conhecida da Influenza A H1N1, umas das principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados.  

Entre as preocupações centrais das entidades de saúde pública está o fato de essa cepa ser transmitida de forma fácil, assim como a gripe, por meio de gotículas no ar quando alguém está gripado, tosse, espirra ou até fala. Além disso, mesmo com o grau de letalidade menor do que a covid-19, o vírus tem mais chance de evoluir para casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades).

De acordo com Andreia Roque, diretora e responsável técnica das Clínicas de Vacinação Imune Kids e Imunik - Vacinas e Cuidados, a rápida disseminação do vírus requer uma atenção especial, principalmente neste período de verão e do aumento de viagens.  

"O fato de o H3N2 apresentar muitas semelhanças aos sintomas de outros conhecidos vírus requer a manutenção de cuidados como o distanciamento físico entre as pessoas, o uso de máscara e a higiene das mãos, independentemente se você está de férias, em viagem ou apenas em casa", destaca Andréia, que também é enfermeira de formação.


Aspectos importantes

De acordo com Andréia Roque, existe uma série de aspectos relevantes sobre o vírus que todos precisam estar cientes para evitar surpresas:  
- Sintomas
É importante estar atento aos sintomas: febre alta, tosse, garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadiga podem ser sinais do H3N2, reforça a diretora da Imune Kids e da Imunik.  

- Prevenção
Sobre a prevenção, Andreia reforça: "além do distanciamento, uso de máscaras e higiene nas mãos, é importante evitar coçar com as mãos os olhos ou o nariz, porque entramos em contato com inúmeros objetos contaminados a partir do toque e o nosso costume é levar a mão novamente para as partes do corpo, permitindo o contágio de maneira mais fácil".  

- Cartão de vacinas atualizado
Manter as vacinas em dia pode fazer uma grande diferença. Um exemplo é o de quem tomou a vacina da Influenza 2021, que, mesmo não contendo a nova variante, pode prevenir casos graves devido a mecanismo de imunização cruzada.
"A cepa para a nova variação H3N2 tem previsão de estar disponível a partir de março de 2022, mas se você tem a possibilidade de receber a Influenza 2021 é bastante recomendado', esclarece Andréia, que reforça ser possível encontrar a vacina principalmente em clínicas particulares. 'Na Imune Kids e Imunik, por exemplo, é possível solicitar essa vacinação até o dia 31 de janeiro", indica. 

- Covid-19 ou Influenza?
Apesar dos sintomas parecidos, Andreia Roque traz uma explicação para ajudar no diagnóstico: "A covid-19 ocasiona febre, tosse, falta de ar, perda do paladar e olfato, diarreia, dor de cabeça e garganta também. Já a Influenza, além da febre e tosse, causa a coriza e os espirros constantes, além dos episódios de vômito, diarreia e calafrios", revela. 
 
- Viagens e férias
Em decorrência das altas temperaturas no verão, o corpo humano está suscetível às mudanças bruscas de temperatura, queda de imunidade e a contaminação mais rápida com vírus propícios nessa estação. Por essa razão, para que sua viagem saia como planejada, é preciso estar com a imunização atualizada e checar quais são as vacinas obrigatórias para a entrada do turista.

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