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Saúde diz que contenção da quarentena depende da população

Após anunciar que Ribeirão continua na fase mais rígida do Plano São Paulo, secretário da Saúde afirma: precisamos da colaboração de todos

| ACidadeON/Ribeirao

 

secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpelini (Foto: reprodução EPTV)
 
O secretário da Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini, disse nesta sexta-feira (10), depois de mais uma atualização do Plano São Paulo ser divulgada, que a contenção da quarentena depende da população.  

Isso porque, de acordo com ele, as pessoas ainda não entenderam a gravidade da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e continuam quebrando as regras de isolamento social.  

Essa desobediência tem refletido diretamente no avanço da curva de contágio e deixou, mais uma vez, a cidade impedida de retomar as atividades econômicas - Ribeirão continua na fase vermelha por decisão do Governo do Estado e não poderá reabrir o comércio por mais 14 dias.  

"Nós fizemos o possível nesses últimos quatro meses para preparar o sistema de Saúde e não deixar um munícipe sequer sem atendimento, mas, enquanto a população continuar se expondo, mais gente vai ficar doente e menos leitos ficarão disponíveis", explica o secretário.  

Também nesta sexta-feira (10), dados do Departamento de Vigilância em Saúde mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI, referente a todos os hospitais municipais, voltou a beirar a lotação máxima.  

Só no HC, que é referencia no tratamento da covid-19, 96,8% das vagas estão ocupadas na ala de terapia intensiva e 106% nas enfermarias.  

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Questionado sobre possíveis endurecimentos da quarentena, Scarpelini não mencionou o lockdown, mas disse que o aumento da fiscalização já está vigente na cidade e deve continuar nas próximas semanas. O objetivo é que apenas estabelecimento classificados como "essenciais" e que ofereçam mais do que 70% desses serviços continuem funcionando. 

"Estamos trabalhando para isso e fazendo o nosso papel, mas, ainda assim, precisamos da colaboração da população. Eles precisam entender que este é o momento de sair menos e ficar em casa o máximo possível para diminui o fluxo de efusão do vírus", finaliza Scarpelini.


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