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Suspensão de saídas temporárias causa rebeliões em presídios

Medida foi tomada para tentar evitar o avanço do novo coronavírus; no CPP de Jardinópolis houve princípio de tumulto, que foi controlado sem intervenção policial

| ACidadeON/Ribeirao

Detentos teriam se recusado a entrar para pernoite no CPP de Jardinópolis (Foto de arquivo: F.L.Piton / A CIDADE)
 

A suspensão das saídas temporárias de presos contra o avanço do novo coronavírus gerou rebeliões em presídios do Estado de São Paulo com fuga em massa na noite desta segunda-feira (16).  

Segundo informações apuradas, no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Jardinópolis houve um princípio de tumulto, quando os presos teriam se recusado a entrar para pernoite. O diretor da unidade, porém, teria resolvido o problema sem a necessidade de intervenção policial.  

A PM (Polícia Militar), contudo, fez o patrulhamento nas imediações do presídio.   

Foram registradas rebeliões em prisões nas cidade de Mongaguá, Tremembé, Mirandópolis e Porto Feliz. Em Mongaguá, aproximadamente 400 detentos fugiram do CPP Dr Rubens Aleixo Sendin.

Por meio de nota de imprensa, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) classificou as rebeliões no estado como "atos de insubordinação". 

"A medida foi necessária pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados", diz o texto.  

De acordo com a decisão, a saída dos detentos deverá ser remarcada pelos juízes corregedores dos presídios, por ato conjunto ou isoladamente, conforme os novos cenários em relação à doença.

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