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PoliticaEscolas cívico-militares serão encerradas; Região de Ribeirão tem duas unidades

Escolas cívico-militares serão encerradas; Região de Ribeirão tem duas unidades

A previsão é de que as escolas de Barrinha e Taquaritinga sejam reintegradas à rede regular de ensino até o final deste ano

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Alunos durante o lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (foto: reprodução/ Marcos Corrêa/ PR)

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Nesta quarta-feira (12), foi decidido pelos ministérios da Educação (MEC) e da Defesa, o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), uma das prioridades da pasta na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o documento enviado aos secretários e obtido pelo Estadão, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve implementar a decisão até o fim do ano letivo.

Na região de Ribeirão Preto, duas cidades possuem o modelo de escola, a Escola Municipal Prof. Darvy Mascaro, em Barrinha e a Escola Municipal Modesto Bohrer Professor EM, em Taquaritinga.

 

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As escolas cívico-militares têm a administração compartilhada entre militares e civis. São diferentes dos colégios militares, mantidos com verbas do Ministério da Defesa ou da Polícia Militar local e com autonomia para montar o currículo e a estrutura pedagógica.

 

Criado em 2019, o programa federal tem 202 escolas, atendendo aproximadamente 120 mil alunos. Segundo informações do ministério de dezembro, 1,5 mil militares atuavam no projeto. As unidades do programa não serão fechadas, mas reintegradas à rede regular de ensino.

 

Hoje há dois modelos no Pecim. No primeiro, com 120 unidades, o próprio governo federal paga militares da reserva para auxiliar em atividades de gestão, assessoria ou monitoria. Esses militares, portanto, não dão aulas. O adicional pro labore chega a R$ 9.152.

 

Já nos outros 82 colégios, o MEC repassa as verbas para as escolas implementarem o modelo, o que pode incluir gastos com infraestrutura, por exemplo.

 

Segundo a pasta, haverá desmobilização do pessoal das Forças Armadas lotado nos colégios vinculados ao programa, bem como a adoção gradual de medidas que permitam encerrar o ano na normalidade necessária aos trabalhos e atividades educativas.

Motivos para o fim

 

Foram quatro motivos para o fim do programa, conforme nota técnica do MEC. Além do desvio de finalidade das Forças Armadas, a pasta entende que há um problema de execução orçamentária no programa e que os investimentos poderiam ser mobilizados em outras frentes. Outras justificativas são falta de coesão com o sistema educacional brasileiro e o modelo didático-pedagógico adotado.

 

A decisão do governo Lula não significa que o modelo vá ser proibido no Brasil. A rede de ensino do Paraná, por exemplo, tem 194 colégios cívico-militares mantidos pelo próprio Estado e 12 em parceria com o ministério. A secretaria disse nesta quarta que trabalha para migrar esses 12 colégios do modelo federal para o estadual.

 

“Já tínhamos conversado com o MEC sobre isso e tinham nos adiantado. Para nós, é uma política que funciona. Acreditamos nela. Havia uma fake news de que o militar intervia na parte pedagógica, mas isso não acontece. O militar tem caráter de organizar a entrada e saída dos estudantes, o recreio, formar filas. O professor é autônomo na sala de aula”, disse ao Estadão o secretário do Paraná, Roni Miranda.

 

Confiras quais são as escolas cívico-militares em São Paulo

  • Escola Estadual Professor Paulo de Barros Ferraz, em Pirassununga;
  • Escola Estadual Marechal do Ar Eduardo Gomes, em Guarujá;
  • Escola Municipal CAIC, em Lorena;
  • Escola Municipal Modesto Bohrer Professor EM, em Taquaritinga;
  • Escola Municipal Prof. Darvy Mascaro, em Barrinha;
  • Escola Municipal Prof. Lafayette Rodrigues Pereira, em Taubaté;
  • Escola Municipal em Dracena (nome não consta na lista do site do Pecim);
  • Escola Municipal Jorge Bierrenbach Senra, em São Vicente;
  • Escola Estadual Claudio Abrahão, em Mogi das cruzes;
  • Escola Estadual Professora Noêmia Bueno do Valle, em São José do Rio Preto;
  • Escola Municipal Profª Maria Julia Antunes do Amaral Moreira, em Guaratinguetá;
  • Escola Municipal em Americana (nome não consta na lista do site do Pecim);
  • Escola Municipal Prof Luis Tácito Virginio dos Santos, em Botucatu;
  • Escola Municipal em Bauru (nome não consta na lista do site do Pecim);
  • Escola Municipal Jose Pereira Soares, em Pedro de Toledo;
  • Escola Municipal em São José do Rio Pardo (nome não consta na lista do site do Pecim).

 

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