O incêndio no Horto Florestal de Itirapina pode ter sido causado em ato criminoso, segundo a Fundação Florestal. A instituição declarou extinto o fogo, mas monitora de perto a situação para que ele não volte.
O fogo começou na última segunda-feira (30) e consumiu cerca de 100 hectares, entre de área de cerrado e vegetação diversa.
Segundo o gerente regional da Fundação Florestal, Adriano Candeias de Almeida, as chances de que o fogo tenha sido espontâneo são remotas. A Polícia Militar Ambiental foi acionada e registrou a ocorrência junto à Polícia Civil, que fará a investigação criminal.
“Aqui no Estado de São Paulo, dificilmente temos condições atmosféricas para ter fogo espontâneo. Então, 99,99% dos incêndios florestais na região são causados pelo homem ou por omissão”, avalia.
Esforços da brigada interna, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil debelaram o incêndio.
“Por enquanto está controlado, mas temos trabalhado para que não se alastre mais. Está ventando muito, o clima mudou muito o vento, então qualquer faísca, fagulha, pode pular para o lado e gerar novo incêndio”, afirma o coordenador da Defesa Civil, José Antônio Teixeira Júnior.
Autoridades ambientais de Itirapina demonstram preocupação com a proximidade da área queimada com a Estação Ecológica. São cerca de 100 metros de distância entre uma área e outra.
“Temos muito tipo de vida selvagem na estação, tanto na experimental quanto na ecológica, mas na ecológica temos um grande cofre da biodiversidade”, revela o gerente do Horto, Rodrigo Campanha.

Histórico de incêndios
Não é a primeira vez que a área verde é alvo de incêndios. Em 2020, foram sete dias de trabalho para controlar as chamas.
Em agosto de 2021, 500 hectares foram atingidos. O incêndio começou no bairro Lagoa Dourada, em Brotas, e o vento espalhou as chamas para o Horto. Em setembro do mesmo ano, outro incêndio destruiu 450 hectares até o Broa. No passado, outro incêndio menor; neste ano, em maio, mais uma queimada.
Para evitar mais ocorrências do tipo, uma cerca começou a ser instalada para evitar a entrada de pessoas não autorizadas. São cerca de 15 km de perímetro a serem fechados. A ideia é reduzir ao máximo o acesso para mitigar as chances de novo incêndio criminoso.
*Reportagem de Isabela Chagas, da EPTV São Carlos.
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