A Secretaria de Estado de Meio Ambiente já emitiu cinco multas ao município de Lambari (MG), desde 2015, devido a reclamações de cidadãos sobre o lixão a céu aberto existente na cidade. Segundo informações do Governo do Estado, o valor acumulado das autuações é de R$52 mil e, conforme o órgão, nenhuma delas foi paga.
Nesta semana, moradores do bairro rural Serrote voltaram a reclamar dos dejetos, o que levou a Prefeitura a notificar a empresa responsável pela coleta de lixo no município, que não tem levado os resíduos para a cooperativa, em Pouso Alegre (MG), por causa da chuva.
De acordo com o vice-prefeito Juan Carlos dos Reis (União Brasil), o local deve ser desativado a partir da próxima semana e o lixão será fechado por cercas, para que nenhum tipo de dejeto seja deixado. “Conseguimos definitivamente iniciar todo o processo para retirar do lixo deste local. A partir de agora, o lixo está sendo retirado pela empresa terceirizada e levado a um posto licenciado, da própria empresa, que vai fazer o transbordo dos dejetos para nós até Pouso Alegre”, disse.
“Será proibido deixar lixo aqui. Estamos elaborando um projeto de lei até para multar as pessoas que jogarem lixo no local. A partir da semana que vem, então, vamos iniciar o fechamento do lixão”, completou.
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DENÚNCIA FEITA PELA POPULAÇÃO
Um dos problemas apontados pela população é o fato de os dejetos terem sido deixados para fora do lixão, comprometendo a entrada do local e fazendo outra ser aberta. O segundo ponto é destacado por pecuaristas da região, que dizem ter perdido animais após estes comerem o lixo.
De acordo com a prefeitura, 30 toneladas de lixo são levadas de Lambari para a cooperativa.
Conforme divulgado pela reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo, foram flagradas barracas e casas improvisadas para catadores no local, utilizadas durante o trabalho de verificação dos materiais, em condições insalubres.
O prefeito Marcelo Giovanni de Souza (Republicanos) afirma que já estão sendo tomadas providências. “A assistência social nossa já esteve lá e cadastrou todos eles para receber o auxílio do governo federal. Eles também recebem cestas básicas, aluguel social. A nossa parte estamos fazendo”, enfatiza.
A Secretaria de Estado informou ainda que, outras 33 cidades do Sul de Minas têm locais inapropriados para a destinação de lixo. Até o final de 2024, todos os lixões do país devem ser desativados, conforme determinação federal.
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