18 de abril de 2024
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Como os cachorros interpretam os objetos?

Pesquisa revelou que os cachorros podem detectar e interpretar alguns objetos como os seres humanos; confira os resultados

Cachorro da raça Golden (Foto: (Reprodução FreePik)

Uma pesquisa, feita em uma universidade da Hungria, mostrou que os cachorros podem entender o significado de alguns objetos como os seres humanos, desde que eles se importem com o objeto. Esse foi o primeiro estudo que avaliou a capacidade neural dos animais.

Como os cachorros interpretam os objetos?

Em seres humanos, palavras ativam memórias que são as chamadas representações de determinado objeto. A pesquisa mostra que os cachorros também contam com uma representação mental ao escutar o nome de algo com o qual estão habituados.

De acordo com o artigo publicado na revista Current Biology, a habilidade dos cachorros não pode ser generalizada para todos os animais. Mas indica, talvez, uma capacidade maior entre os mamíferos, que pode ser desenvolvida a partir do contato com o sistema de comunicação semântico, ou seja, de sentido das palavras. Do ponto de vista evolucionário, essa habilidade pode ter surgido entre os cães durante a seleção para cooperação com os humanos.

Como a pesquisa foi feita?

Os pesquisadores reuniram 27 cachorros. Os tutores, por sua vez, selecionaram cinco objetos, em geral brinquedos, com os quais os animais estavam habituados. Durante o teste, um áudio gravado dizia o nome de um objeto e, em seguida, o tutor mostrava um item que correspondia ao da frase e outro que não correspondia. Por exemplo, o humano poderia dizer “olhe a bola” e, em seguida, mostrar um disco. Os pesquisadores aplicaram nos cães a técnica de eletroencefalografia (EEG) não-invasivo.

A ideia era que, se os animais percebessem o significado dos objetos, eles ativariam uma representação mental do objeto. Por isso, a resposta cerebral do cão refletiria uma representação mental diferente do objeto apresentado pelo tutor.

Ao monitorar as atividades cerebrais, os pesquisadores descobriram que quando o objeto e a palavra correspondiam havia um padrão de atividade diferente de quando havia correspondência O mesmo ocorria em testes semelhantes feito com seres humanos. Para os cães, a diferença entre objetos correspondentes e não correspondentes era maior quando se tratava de algo que eles conheciam melhor.

*Texto com informações de Ramana Rech da Agência O Estado

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